Dia Mundial sem Tabaco

Dia Mundial sem Tabaco

A ideia do Dia Mundial sem Tabaco nasceu em 1987, numa assembleia da Organização Mundial de Saúde (OMS), para dar aquele incentivo a mais a quem deseja parar de fumar. Assim, no dia 31 de maio, que tal ficar 24h longe de qualquer tipo de fumo e refletir sobre levar uma vida mais saudável?

O mundo contra o fumo

A cada ano, a iniciativa da OMS amplia suas políticas globais de saúde pública visando à cessação do tabagismo e lança campanhas publicitárias unificadas, em escala mundial, de conscientização, mobilização e engajamento. No Brasil, a responsabilidade pela elaboração e divulgação de materiais para dar suporte às ações em níveis federal, estadual e municipal é do Instituto Nacional de Câncer (INCA), ligado ao Ministério da Saúde.

Dentre os temas já abordados nas últimas décadas estão os riscos à saúde, o fim do comércio ilícito de produtos de tabaco, a ameaça da indústria tabagista ao desenvolvimento sustentável, o dano ao bem-estar econômico dos fumantes e suas famílias, os efeitos negativos sobre o futuro dos jovens, entre outros. Em 2019, o tema é “Tabaco e Saúde Pulmonar”.

Fumar não é brincadeira: mata

Segundo a OMS, 7 milhões de pessoas (dez mil por dia) no mundo morrem, anualmente, por doenças relacionadas ao tabaco, quase um milhão delas não-fumantes, ou seja: padecem pela exposição à fumaça do cigarro alheio. Em 2030, a previsão é de que esse número suba para 10 milhões. Outro dado alarmante? São mais de um bilhão de fumantes no planeta – 80% deles vivem em países de baixa e média rendas.

No Brasil, dados do INCA revelam que 428 pessoas morrem diariamente por causa do cigarro, engordando a triste estatística de que 12,6% de todos os óbitos registrados no país têm relação com o tabaco. Se não existisse cigarro, 156.216 mortes poderiam ser evitadas todo ano. Em Reais? R$ 56,9 bilhões em despesas médicas e perda de produtividade. Já se convenceu a parar de fumar ou ainda precisa de um empurrãozinho?

Por que parar de fumar?

– Tabaco é a segunda principal causa de doenças cardiovasculares, atrás apenas da hipertensão;
– Tabaco mata em todas as suas formas, não existe um nível seguro de exposição;
– Cigarro é a forma mais comum de consumir tabaco, mas há outras: bidis, kreteks (cigarro aromatizado), charutos e cigarrilhas, cigarros sem fumaça, cigarros de palha, tabaco para cachimbo, narguilé e versões modernas. Todos são nocivos à saúde: juntos, esses produtos são responsáveis por até 90% de todos os cânceres de pulmão.
– No longo prazo, o tabaco tem relação comprovada com 80% das doenças pulmonares obstrutivas crônicas (enfisema), 30% de infarto e 30% de todos os tipos de câncer.
– A exposição involuntária à fumaça (fumante passivo) no curto prazo pode acarretar reações alérgicas como rinite, tosse, conjuntivite e crise de asma. No longo prazo, pode levar ao infarto agudo do miocárdio, ao câncer do pulmão, a enfisema pulmonar e bronquite crônica. Em crianças, a infecções respiratórias e, em bebês no útero, à redução do crescimento e da função pulmonar.

São mais de 4.700 substâncias tóxicas que você compra, acende e coloca pra dentro do seu organismo. A cada cigarro. A cada tragada. Chega, né? O Dia Mundial sem Tabaco pode ser todo dia. Cuide da sua saúde. Pare hoje, de fumar. Acredite, você consegue.

Veja AQUI 12 dicas para parar de fumar.

Linha do tempo sem cigarro: veja o que acontece (de bom) no seu organismo ao parar de fumar.

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Linha do tempo sem cigarro: o que acontece no organismo

Linha do tempo sem cigarro: o que acontece no organismo

No Dia Mundial sem Tabaco, montamos uma linha do tempo para mostrar os benefícios no organismo de um fumante após parar de fumar:

20 minutos – A pulsação, a pressão arterial e a temperatura do corpo voltam ao normal.

8 horas – Há mais oxigenação nas células e, consequentemente, mais energia nos músculos, órgãos e cérebro. A nutrição de pele e cabelo também melhoram.

12 horas – Com o nível de monóxido de carbono normalizado, os batimentos cardíacos e a pressão arterial se estabilizam. O pulmão começa seu processo de limpeza.

24 horas – Diminuem as chances de um ataque cardíaco. Lave o cabelo e o odor não volta. A transpiração também deixa de exalar cigarro.

48 horas – Livre da nicotina, da fumaça e do monóxido de carbono, paladar e olfato ficam mais sensíveis e você começa a sentir melhor aromas e sabores.

3 dias a 1 semana – Os brônquios, agora normalizados, começam a produzir muco para hidratar e proteger as vias aéreas (os cílios e flagelos recuperam suas funções). Apesar do desconforto, é um ponto positivo: haverá tosse e expectoração, é seu organismo se cuidando. A salivação aumenta.

2 semanas a 3 meses – Ao se exercitar, você sentirá um ganho no desempenho: seu fôlego aumenta com a melhora da capacidade pulmonar e os seios da face limpos: respirar se torna (bem) mais fácil. Sua circulação e pressão arterial melhoram.

3 a 9 meses – A tosse e o pigarro desaparecem. Diminui o risco de pneumonia.

1 ano – 2 anos – Cai pela metade o risco de doenças cardíacas. Bronquite e bronquiolite (inflamações das vias aéreas) começam a ser totalmente revertidas a partir de 2 anos sem fumar.

5 anos – Diminui 50% a taxa de mortalidade por câncer de pulmão para alguém que consumia um maço por dia. Em mulheres, a chance de desenvolver câncer de útero, sofrer um derrame ou desenvolver diabetes são as mesmas de quem nunca fumou.

10 anos – Entre cinco e dez anos sem fumar, reduz o risco de cânceres de boca, faringe, laringe, esôfago, bexiga, rim e pâncreas. A chance de ter um AVC (acidente vascular cerebral) se equipara a de não fumantes.

15 anos – Parabéns! Seu organismo finalmente está limpo das 4700 substâncias tóxicas contidas no cigarro. Você equiparou as chances de ter problemas cardíacos a quem nunca fumou. Seu coração não morre mais de amores pelo cigarro e, esperamos, nem você!

Sim, para colher esses BONS frutos, por causa da dependência você terá que enfrentar momentos de dor de cabeça, irritabilidade, ansiedade, aumento do apetite, dificuldade de concentração, insônia, fissura, tristeza, tontura, tosse e pigarro.

As primeiras 24h são as mais difíceis. A boa notícia? Os sintomas da abstinência são passageiros e cada vez menos frequentes. Quanto mais tempo resistir, mais fácil ficará.

Vamos lá, você consegue!

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12 dicas para parar de fumar

12 dicas para parar de fumar

Todos os anos, o dia 31 de maio é uma oportunidade para parar de fumar. O “Dia Mundial sem Tabaco” foi criado e disseminado mundialmente como um incentivo para essa difícil (mas não impossível) determinação. Selecionamos 12 dicas para ajudar a largar de vez esse vício. Vamos lá, você é capaz:

1. Crie um plano, coloque metas.

2. Consulte um profissional de saúde (cardiologista, pneumologista ou psicólogo especialista em tabagismo).

3. Livre-se do estoque de cigarros (a gente sabe como é difícil, mas precisa ser feito), idem para isqueiros e cinzeiros.

4. Faça um pequeno ritual de passagem ao fumar o último cigarro. Se despeça (para sempre), enterre-o. Deixe-o ir.

5. Peça à família e amigos para apoiar a sua determinação. Eleja um “coach” que o incentive a manter-se firme na decisão.

6. Quebre a rotina que envolve o momento de fumar.

7. BEBA MUITA ÁGUA.

8. Evite locais com fumantes (nem pense em chegar perto deles), crie novos laços de amizade.

9. Se recompense a cada progresso, viva um dia (sem fumar) de cada vez. Celebre seu progresso.

10. Técnicas de respiração, relaxamento e meditação ajudam muito, invista.

11. Faça exercícios.

12. Todo dia, ao acordar e antes de dormir, feche os olhos e visualize os pontos positivos da sua nova vida sem cigarros. Quando menos esperar, essa será a sua vida.

Comece já!

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Mortalidade materna: perdas evitáveis

Mortalidade materna: perdas evitáveis

A cada 1,73 minutos, uma mulher morre, no mundo, em decorrência de complicações na gestação, no parto e no puerpério. A maioria delas, evitável. Você nem terá acabado de ler esta matéria e outra vida terá se perdido. São 830 mortes maternas, todos os dias. Uma média de 216 para cada 100 mil bebês nascidos vivos. São dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS). Daí a importância do Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna.

Prevenção salva

Segundo a OPAS, a maioria dos óbitos (quase 75%) decorre de complicações relacionadas à hipertensão (pré-eclâmpsia e eclâmpsia), ao parto, a hemorragias e infecções (sobretudo no pós-parto) e abortos inseguros. Doenças como malária e contaminação pelo HIV na gravidez também estão entre as causas.

Neste contexto, a prevenção, o acesso à informação e a serviços de saúde são fundamentais para salvar vidas. Um pré-natal bem feito, assim como o acompanhamento durante e após o parto reduzem os riscos de morte especialmente em áreas rurais e comunidades pobres de países em desenvolvimento, onde ocorrem 99% de todas as mortes maternas. Para se ter uma ideia, na Suécia são 4 mortes a cada 100 mil nascimentos, no Brasil, esse índice sobe para 64,4 (dados de 2016). Em Uganda, 343.

Ações para diminuir a mortalidade materna

Um somatório de ações é recomendado pela OMS para reverter esse quadro: no pré-natal, a detecção precoce de problemas, preparação e planejamento para o parto. Durante o parto, atenção qualificada, profissionais com treinamento e capacitação técnica, correta avaliação de fatores de risco e reconhecimento precoce de complicações (e saber como agir), acesso a cirurgia obstétrica, monitoração do bebê e realização de intervenções básicas essenciais. No puerpério, assistência qualificada. Em todo processo, ter paciência e empatia. Sim, o bem-estar da mãe é fundamental.

No Brasil, programas públicos e em parceria com a rede privada foram instituídos pelo Ministério da Saúde para melhorar a atenção durante a gestação, dentre eles a Rede Cegonha, que acompanha a mulher da gravidez até os primeiros dois anos de vida da criança, com ações em 5.488 municípios brasileiros, atingindo 2,6 milhões de gestantes. No setor privado, o Projeto Parto Adequado, da ANS, já em sua segunda fase conseguiu diminuir em 8% os considerados altos índices de cesáreas (fator de risco quando não for procedimento indicativo) nos 63 hospitais que aderiram ao projeto em 2017.

Cuidar de si faz bem

Gestantes e mulheres que planejam engravidar também podem fazer a sua parte tomando as rédeas no cuidado com a própria saúde: realizar o pré-natal, comparecer às consultas agendadas, fazer os exames pedidos e suplementação de ferro e ácido fólico. Manter sob controle doenças como diabetes ou hipertensão, que podem ser complicadores na gestação.

Organizar o plano de parto com profissionais capacitados. Buscar informação e acolhimento: é direito da mulher receber um atendimento humanizado no pré-natal, parto e pós-parto.

Entre 1990 e 2015, a mortalidade materna no mundo caiu cerca de 44%. Entre 2016 e 2030, como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a meta é reduzir a taxa global para menos de 70 mulheres por cada 100 mil nascidos vivos. Se cada um fizer a sua parte, a gente chega lá!

Leia AQUI quais os exames que toda mulher deve fazer, ao longo da vida, para manter-se saudável.

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Saúde da Mulher

Saúde da Mulher

Em 28 de maio comemora-se o Dia da Saúde da Mulher. Uma data internacional para enfatizar a importância de um olhar atento à saúde feminina em todos os seus ciclos de vida, da puberdade à pós-menopausa.

A ideia surgiu em 1987, uma proposta da Rede Latino-Americana e Caribenha de Saúde da Mulher (LACWHN) que, junto com a Rede Global Feminina pelos Direitos Reprodutivos (WGNRR) lançaram uma campanha global pela melhoria da saúde destas que desempenham papel crucial no apoio ao bem-estar social, físico e econômico de suas famílias: as mulheres.

Mas estas que cuidam de todos também precisam cuidar de si. Câncer de mama e no colo do útero, endometriose, infecção urinária, fibromialgia, depressão, diabetes, hipertensão e obesidade estão entre as principais doenças femininas que, quando detectadas e tratadas precocemente, geram mais qualidade de vida e redução de mortes.

Exames preventivos

Sob a orientação da Dra. Bianca Zulli, ginecologista e obstetra da filóo, listamos os exames preventivos de rotina que devem estar sempre em dia na agenda de quem ama cuidar e se cuidar:

Papanicolau – PARA QUE: Prevenir câncer de colo de útero. O QUE: Exame citopatológico, detecta lesões e diagnostica o câncer do colo do útero antes dos sintomas, aumentando as chances de cura. QUEM DEVE FAZER: Mulheres a partir de 25 anos ou que já tiveram atividade sexual.

Mamografia – PARA QUE: Diagnóstico precoce do câncer de mama. O QUE: Exame por imagem que detecta células anormais na mama. QUEM DEVE FAZER: Mulheres a partir de 40 anos e, se tiver histórico familiar de parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com a doença, a partir de dez anos antes da data que a parente teve câncer (exemplo, se teve aos 45 anos, fazer com 35 anos).

Ultrassom de mama – PARA QUE: Detecta alterações mamárias como nódulos, cistos, secreções nos mamilos, espessamento do tecido mamário, entre outras. O QUE: Feito com aparelho ultrassom. QUEM DEVE FAZER: Para mulheres sem histórico de problema mamário, uma vez por ano a partir dos 25 anos. Após os 40 anos, indicado após a mamografia para complementação de avaliação.

Ultrassom transvaginal – PARA QUE: Avaliar a situação do útero e dos ovários. O QUE: Exame feito com uma sonda envolta em preservativo, diagnostica doenças como endometriose, pólipos endometriais, miomas, tumores e, em caso de gestação, indica gravidez nas trompas ou fora do útero e o desenvolvimento do embrião. QUEM DEVE FAZER: Toda mulher que já iniciou atividade sexual (é contraindicada para pacientes virgens) e gestantes.

Densitometria óssea – PARA QUE: Detectar precocemente a osteoporose e a osteopenia. O QUE: Exame radiológico por imagem. QUEM DEVE FAZER: Mulheres a partir de 65 anos, com deficiência estrogênica com menos de 45 anos e na peri e pós-menopausa com fatores de risco. “Entrou na menopausa, aumenta o risco de osteoporose”, alerta a Dra. Bianca Zulli.

– Triglicerídeos: PARA QUE: Mede a concentração de triglicérides, um tipo de gordura, no sangue. O QUE: Exame de sangue (hemograma), detecta a hipertrigliceridermia (assintomática), que pode ser fator de risco cardiovascular, problemas de tireoide, diabetes, doença renal ou hepática. QUEM DEVE FAZER: A partir dos 20 anos, deve-se fazer este exame a cada cinco anos.
– Colesterol total e frações: PARA QUE: Medir o colesterol. O QUE: Hemograma, detecta o risco de enfarto ou AVC. QUEM DEVE FAZER: Mulheres a partir dos 30 anos, ou em qualquer idade e tempo, se houver fatores de risco e histórico familiar de colesterol alto.

– Glicemia: PARA QUE: Diagnosticar diabetes. O QUE: Hemograma, mede o nível de açúcar no sangue. QUEM DEVE FAZER: Mulheres acima de 45 anos, a cada 3 anos, ou em qualquer idade e tempo, se houver fatores de risco para a doença.

– Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e sorologia: PARA QUE: Diagnosticar HIV/Aids, sífilis, clamídia, herpes genital, hepatite B. O QUE: Hemogramas. QUEM DEVE FAZER: Toda mulher que já iniciou atividade sexual.

– Creatinina: PARA QUE: Avaliar a função dos rins e diagnosticar possíveis doenças renais. O QUE: Hemograma ou exame de urina. QUEM DEVE FAZER: Sempre que pedido pelo médico, para avaliar a capacidade de filtração renal.

– TGO e TGP (enzimas): PARA QUE: Avaliar a função hepática (fígado). O QUE: Exame de sangue, identifica doenças do sistema hepatobiliar e do pâncreas, alerta para infarto de miocárdio e miopatias. QUEM DEVE FAZER: Sempre que pedido pelo médico.

– Exame de urina: PARA QUE: Diagnóstico de doença renal, diabetes mellitus, hipertensão arterial, doença hepática, gonorreia, infecção urinária, entre outros. O QUE: Coleta de urina para análise em laboratório. QUEM DEVE FAZER: Exame de rotina anual.

Além dos exames regulares, adotar hábitos saudáveis de alimentação e praticar atividades físicas são fundamentais para proteger a saúde. Invista em você. Se cuidar faz bem.

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