Você foi convocado a falar em público e, só de pensar, começa a suar frio. Imagina na hora “H”, com todas aquelas pessoas olhando, certeza: vai gaguejar, paralisar de medo, isso se não desmaiar no palco. E agora? Os próximos dias, você sabe, serão de puro sofrimento. Insônia, dor de barriga, pontadas no peito, respiração descompassada. Por que isso acontece?

A ansiedade engloba sensações subjetivas geradas por preocupações excessivas em relação ao futuro ou medo de possíveis erros, frustrações, críticas, rejeição, ações não controladas, mudanças e do desconhecido. Esse estado está ligado também a emoções como raiva e tristeza.

Com o aparecimento de determinadas emoções, o cérebro compreende a situação como ameaça ou luta-fuga, um mecanismo para proteção. São reações naturais e instintivas, que soam como um “alerta” para nosso organismo.

Causas da ansiedade

As principais causas são momentos vivenciados que atuam como um gatilho para o desenvolvimento da ansiedade como histórico familiar, trauma intrauterino, evento traumático, rotina estressante, entre outros.

Sentir-se ansioso é uma resposta natural do corpo, mas quando essa reação se apresenta de forma intensa e duradoura é considerada um distúrbio de ansiedade, pois poderá afetar negativamente as atividades cotidianas, impedindo o comprometimento com atividades profissionais, sociais e acadêmicas.

Tipos de ansiedade

Ataque de Pânico: manifestação extrema da ansiedade caracterizada por uma sensação intensa e súbita de medo, onde há uma grande descarga de hormônios e sintomas como suor intenso, tontura, desmaio, palpitações, entre outros. Após o primeiro episódio, o receio de que ocorra novamente pode levar à Síndrome do Pânico, que é a repetição do ataque toda vez que a pessoa se encontrar na situação que gerou aquele medo.

Fobia: quando há um medo intenso, por vezes irreal, de algo ou alguma situação que não apresenta perigo. Por exemplo: medo de palhaço, animais inofensivos, túneis, ambientes escuros, entre outros.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático: ocorre após situações que resultam em um grande impacto emocional ou traumas. A pessoa tem pesadelos e flashbacks, no qual sente as mesmas sensações do momento do trauma, como se estivesse revivendo.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC): são ações repetitivas ou rituais compulsivos, convicções obsessivas, que não apresentam sentido para a própria pessoa, porém, não consegue deixar de realizar.

Ansiedade Generalizada: é uma preocupação constante com a rotina (trabalho, saúde, segurança, filhos, entre outros) que acarretam em sintomas físicos.

Sintomas físicos da ansiedade

Dentre os sintomas físicos da ansiedade estão: taquicardia e sensação de aperto no peito, boca seca, respiração acelerada, sudorese, dor no peito, insônia, agitação, tremores, falta de ar, dor no pescoço e ombro, constipação intestinal ou diarreia; manchas na pele, sensação de nó na garganta, medo de morrer ou perder o controle, agressividade, hiperatividade, dor ou espasmos nos olhos, alucinações, urgência em urinar, aumento da pressão arterial, tontura e sensação de desmaio.

Sintomas emocionais da ansiedade

Dentre os classificados como sintomas emocionais, encontram-se: inquietação ou tensão, insegurança, dificuldade de concentração, apreensão, agorafobia (medo de estar em lugar público ou no meio da multidão), medo de falar em público, nervosismo, sensação de morte iminente, incapacidade de relaxar, medo de perder o controle, distúrbios de autoimagem, medos e preocupações exagerados, falta de controle sobre os pensamentos e sensação contínua de desastres.

Dicas para controle da ansiedade

Meditar, praticar atividades físicas, manter uma boa rotina de sono, buscar acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia estão entre as recomendações para auxiliar o controle da ansiedade. Mas no auge da crise, o que fazer? Calma. Experimente essa técnica de relaxamento simples e pode ajudar muito: desacelere sua respiração.

Primeiro, inspire pelo nariz contando até quatro e expire, contando até seis. Ao expirar, esvazie bem os pulmões. Repita esse processo por, no mínimo, oito vezes seguidas e tente manter a respiração pelo diafragma, ou seja, infle e desinfle a barriga – não o peito. Aos poucos, irá perceber que tudo se acalma e conseguirá retomar as rédeas da situação. Boa prática, estamos torcendo por você.

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