Você sente uma indisposição, não sabe muito bem a quem recorrer, o que faz? Passa no Pronto-Socorro (PS). Chega lá, o lugar está cheio, tem que pegar senha, aguardar um tempão. Afinal, todo mundo teve a mesma ideia. Pior: quem realmente precisa de um atendimento de emergência acaba prejudicado com consequências, muitas vezes, graves.

“Por cultura, falta de informação e falhas no sistema público de saúde, o brasileiro realiza consulta em pronto-socorro como primeira opção de atendimento médico. Mas nem sempre as queixas apresentadas são, de fato, urgências. Muitas vezes, a longa fila de espera do PS ocorre por causa de pessoas que não precisariam estar ali. Isto pode colocar em risco a saúde de outros paciente”, alerta João Paulo Nogueira Ribeiro, médico e Sócio-Fundador da filóo.

Números sobre Consulta em Pronto-Socorro

Metade da população (possuidores ou não de plano de saúde) procurou um pronto-socorro no último ano e pouco mais de 10% foram encaminhados para internação, segundo a Pesquisa do Ibope, feita a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) em 2017. A maioria declara procurar atendimento em pronto-socorro por considerar a situação de urgência, taxa que se mantém igual a 2015, informa a pesquisa.

A novidade é a elevação na porcentagem de pessoas que procura um PS pelo fato de resolver mais rápido seu problema de saúde, que passou de 11% em 2015 para 16% em 2017. Outros motivos que levaram o brasileiro com plano de saúde a ir a um atendimento de emergência foram: pode fazer todos os exames que precisar (7%), não consegue uma consulta com o médico (6%), procurar o médico fora do horário comercial (4%).

Não dá para brincar com a saúde e todo desconforto é um alerta de que algo estar errado no organismo. No entanto, não é por isso que, ao menor sintoma de dor, deve-se correr para o PS. “Em primeiro lugar, a quantidade de gente doente compartilhando a recepção do hospital já é um motivo para evitar o local sempre que possível. Na maioria das vezes, ir à emergência não compensa a exposição ao ambiente contaminado. Se expor a um ambiente assim quando você está com uma doença simples – resfriado, gripe comum, dor nas costas, de cabeça ou garganta, por exemplo – tende a fazer mais mal para sua saúde do que bem”, observa João Paulo Nogueira Ribeiro.

Qual a função do Pronto-Socorro?

Em geral são casos de pronto-socorro:
• Acidente com fratura ou perda de consciência
• Picada por animais peçonhentos (cobra, aranha, escorpião)
• Queimadura ou corte grave
• Dores agudas, desconhecidas e insuportáveis
• Dor torácica aguda
• Arritmia cardíaca
• Febre acima de 39ºC que não cede com antitérmicos em até 48 horas ou se vier acompanhada de outros sintomas como vômito, tosse, dor de cabeça forte ou sensação de desmaio
• Perda súbita de sentidos (consciência, visão, audição) ou de força
• Intoxicação alimentar ou por medicamento
• Reação alérgica por alimento ou produto
• Convulsão

E, em geral, são casos onde não precisa ir imediatamente ao pronto-socorro:
• Dor de garganta, de cabeça, nas costas, de estômago
• Gripe comum e resfriado
• Febre que começou a menos de 24 horas
• Diarreia que se iniciou a menos de 24 horas
• Doenças respiratórias (rinite, sinusite, asma leve)
• Dores crônicas (que se repetem dia após dia), nesse caso, você deve se consultar com um especialista

E lembre-se: ser protagonista com sua saúde começa com atitude e escolhas conscientes!

Para casos não emergenciais, marque uma consulta com um clínico geral através do nosso aplicativo filóo. Se cuidar faz bem.

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