Quando se pensa em estresse, o que nos vem à mente é uma situação de exaustão ou nervosismo. Na verdade, se trata de um mecanismo fisiológico que ocorre quando a pessoa se sente ameaçada e nosso organismo ativa o sistema de luta ou fuga que liberará uma série de mediadores químicos (entre eles, a adrenalina e o cortisol). O corpo se prepara para grandes esforços, os batimentos cardíacos e a pressão arterial aumentam, o sangue é desviado para os músculos que ficam prontos para agir na emergência.

Porém, apesar do preparo para o combate, não saímos correndo, nem lutamos. Com o tempo, esse “ligar e desligar” do sistema de sobrevivência sem necessidade real de uso faz com que o nosso organismo fique em constante estado de alerta e isso causa danos à saúde.

Níveis de estresse

O estresse pode avançar em quatro estágios:
• Fase do alerta;
• Fase da resistência;
• Fase da quase-exaustão;
• Fase da exaustão.

Na fase inicial, o estresse eleva o ânimo, a produtividade, o vigor, a criatividade e a energia. Quando conseguimos manejá-lo, ou seja, intercalar picos de atividade com descanso, podemos colher benefícios desse sistema . Porém, se não respeitamos o tempo necessário para a recuperação e estabilização do sistema, e forçamos um ritmo sem pausas, o estresse passa a se acumular e torna-se prejudicial a partir da fase de quase-exaustão, quando o organismo começa a perder o controle e dá respostas físicas e mentais de acordo com os estímulos externos aos quais a pessoa se mantêm exposta.

Causas do Estresse

O que irá definir se algum acontecimento é um fator estressante ou não será o significado desse fato e como a pessoa em questão irá conseguir lidar com ele. Ou seja, não é o fato em si que causa estresse, mas como reagimos ao fato.
Os fatores estressantes podem ser dividir em:
• Internos: relacionados à personalidade (exemplo: perfeccionismo)
• Externos: relacionados ao ambiente, mudanças que resultam em adaptações (exemplo: nascimento de um filho, mudança de emprego, doença ou falecimento de pessoas queridas, divórcio, casamento, prisão, aposentadoria, gravidez, problemas com o chefe, grandes conquistas pessoais, entre outros).

Sintomas do Estresse

Veja quais são os sintomas de casa da fase do estresse:

Fase de Alerta
• Sono: Dificuldade em dormir elevada;
• Sexo: Alta libido;
• Trabalho: Aumento na produtividade e criatividade;
• Corpo: Apresenta tensão muscular, taquicardia, sudorese, insônia, falta de apetite, tensão na região da mandíbula, respiração de forma ofegante;
• Humor: Euforia e irritabilidade.

Fase de Resistência
• Sono: Sem alterações;
• Sexo: Redução na libido;
• Trabalho: relação entre a produtividade e criatividade tendem a voltar ao normal;
• Corpo: Sensação de cansaço mesmo com o sono normalizado (devido ao esforço em resistir ao estresse), problemas de memórias;
• Humor: tedioso.

Fase de Quase-exaustão
• Sono: Insônia;
• Sexo: Baixa libido;
• Trabalho: A produtividade e a criatividade reduzem de maneira significativa;
• Corpo: Sensação de cansaço e desgaste. Muitos problemas de memória, englobando até situações recentes, queda da imunidade, surgem doenças, ansiedade extrema, distúrbios menstruais;
• Humor: desânimo, redução no interesse em socialização, crise de pânico.

Fase de Exaustão do Estresse
• Sono: Alto nível de insônia;
• Sexo: Sem libido;
• Trabalho: Não consegue mais trabalhar como normalmente, dificuldade na concentração;
• Corpo: Grande sensação de cansaço e desgaste, desenvolvimento de doenças como depressão, úlceras, hipertensão arterial sistêmica, diabetes, enfarte, psoríase, entre outras;
• Humor: isolamento social, apatia e vontade de morrer.

Além desses sintomas pode-se notar com frequência em qualquer estágio:
• Ganho ou perda de peso;
• Dor de cabeça, dores musculares;
• Tristeza, angústia;
• Queda de cabelo, problemas de pele;
• Prisão de ventre ou diarreia;
• Gripes ou infecções (inclusive ginecológicas);
• Má digestão, gastrite;
• Impotência sexual;
• Bruxismo;
• Incapacidade no domínio das emoções;
• Sudorese intensa;
• Isolamento;
• Hipertensão;
• Medo;
• Roer unhas.

Tratamento do Estresse
O tratamento do estresse deve ser direcionado para três pilares: administração dos fatores estressantes, aumentar a resistência ao estresse e trabalhar a maneira como os encara. O primeiro passo é identificar a causa, ou seja, quais são os fatores externos que possam gerar o estresse. Depois, criar estratégias para administrar esses fatores e os sentimentos gerados. Por fim, é recomendado investir em psicoterapia para trabalhar a maneira com a qual se enxerga os acontecimentos. Em alguns casos, a consulta com um psiquiatra se faz necessário.

Em paralelo, para criar resistência aos fatores estressantes, é preciso manter o organismo saudável: dormir bem, consumir alimentos saudáveis, praticar atividade física, buscar momentos de prazer e relaxamento e evitar substâncias tóxicas ou estimulantes.

Prevenção do Estresse

Para evitar que o estresse chegue aos estágios avançados prejudiciais à saúde, algumas atitudes precisam ser tomadas:
• Aceite o que não pode ser mudado, mude o que pode. Por exemplo, se não tem como fugir do trânsito, que tal colocar uma boa música, para que tempo passe mais rápido?

• Faça coisas que gerem bem-estar: além dos deveres e responsabilidades, busque atividades que tragam satisfação pessoal. Faça uma lista do que traz felicidade e escolha duas ou três para realizar toda semana, como passear com a família, brincar com o cachorro, entrar em contato com a natureza, se exercitar, viajar.

• Comemore as pequenas vitórias: sempre que conquistar algo, comemore. Assim, seu foco se mantém positivo e você evita a cobrança pessoal, que só mostrará o que falta atingir ou realizar. Faça uma lista das suas conquistas e deixe que o lado positivo da vida floresça.

• Busque desenvolver hobbies que não tenham relação com seu trabalho, para que não haja cobrança (por exemplo, faça crochê, tricô, pintura, atividade física).

• Consulte seu médico regularmente para check-ups e exames de rotina, para manter a saúde em dia. Se cuidar faz bem.

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