O sarampo voltou com tudo. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Em 2018, porém, o país enfrentou surtos da doença, com mais de 10 mil casos confirmados em 11 estados, colocando em risco essa certificação. Se a perdermos, ninguém pode entrar, nem sair do continente sul-americano sem a comprovação de vacina, o que afeta em cheio a indústria do turismo e os negócios. E, claro, a vida humana.

Em 2019, novos surtos foram detectados, não apenas aqui no Brasil. No mundo todo, os casos de sarampo aumentaram 300% entre janeiro e março de 2019 em comparação com os três primeiros meses do ano passado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Foram 112.163 novas ocorrências em 170 países. Agora, imagine esse vírus se espalhando pelo ar. Por isso, é muito, (muito!) importante a vacinação.

A vacina é uma forma eficiente de prevenir a doença, não apenas na pessoa que a recebeu, mas também na população daquela região. Informe-se com uma consultora filóo onde há um posto ou clínica de vacinação perto de você.

Entenda a doença

O sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, transmitida por gotículas infectadas através da fala, tosse e espirro, mas que pode ser prevenida pela vacina. Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade.

Principais sintomas

Após o período de incubação (tempo entre a pessoa entrar em contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas) de 6 a 21 dias, podem surgir os seguintes sintomas:
• Febre alta;
• Mal-estar;
• Tosse;
• Coriza;
• Conjuntivite;
• Manchas brancas que aparecem na mucosa bucal conhecida como sinal de Koplik, que ocorre de 1 a 2 dias antes do aparecimento das manchas vermelhas;
• Manchas vermelhas, que surgem 2 a 4 dias após o início da febre, primeiro no rosto e, em seguida, se espalham pelo corpo e duram de 6 a 7 dias.

Complicações

A ocorrência de febre, por mais de três dias, após o aparecimento das lesões na pele, é um sinal de alerta, podendo indicar o aparecimento de complicações, como: infecção respiratória, otite, diarreia e encefalite. Pode causar a morte em até 4% dos casos.

Tratamento

O tratamento do sarampo é de suporte, pois não existe medicamento para combater o vírus e inclui: medicamentos para controlar a febre (antitérmicos) como dipirona ou paracetamol, hidratação adequada, antibióticos para complicações bacterianas como pneumonia ou otite.

É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença, a fim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais.

Prevenção
O mais importante em relação ao sarampo é a prevenção. Vacine-se!

Esquema vacinal do Sarampo
• 12 meses a menores de 5 anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade;
• 5 a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente: duas doses da vacina tríplice viral;
• 10 a 29 anos -duas doses das vacina tríplice viral;
• 30 a 49 anos – uma dose da vacina tríplice viral.

Não devem receber a vacina:
• Casos suspeitos de sarampo;
• Gestantes;
• Menores de 6 meses de idade;
• Pessoas com imunidade baixa.

Você sabia?

• Antes da introdução da vacina contra a doença, em 1963, e da vacinação das populações em massa, a cada 2-3 anos eram registradas epidemias de sarampo que chegaram a causar 2,6 milhões de mortes ao ano.
• O sarampo é uma das principais causas de morte entre crianças pequenas no mundo, mesmo havendo uma vacina segura e eficaz para preveni-lo.
• Até 90% das pessoas que entram em contato com alguma pessoa com sarampo pode apresentar a doença, se não for vacinada.
• O período de contágio é estimado em 5 dias antes e até 4 dias após o surgimento das manchas vermelhas.

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