O câncer de pele é um dos tipos de câncer mais comuns e é quatro vezes mais presente que o câncer de mama e próstata. O diagnóstico rápido facilita o tratamento e melhora as chances de cura, por isto, é o câncer com menor índice de mortalidade.

 

O câncer de pele no Brasil e no mundo

A estimativa mundial é de que poderá ocorrer até três milhões de casos por ano. Os países como Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia, tem maior predomínio da doença pela característica populacional ser majoritariamente de pele clara. Neste ano de 2018, os novos casos de melanoma estão em torno de 165 mil, e do tipo não melanoma em 1,04 milhão de pessoas acometidas.

Já no Brasil, a OMS (Organização Mundial da Saúde) relata que no ano de 2012 houve cerca de 232 mil casos de câncer de pele, desses, 55 mil vieram a óbito, atingindo 3 em cada 100 mil pessoas.

 

Os tipos de câncer de pele

Como citado anteriormente, há dois tipos de câncer de pele, o melanoma e o não melanoma.

Melanoma

Considerado o tipo menos frequente e também o que tem maior índice de mortalidade. Entretanto, as chances de cura permanecem altas, cerca de 90%, quando detectado de maneira precoce.

O melanoma tem aspectos físicos iguais aos de uma pinta ou sinal de pele, com tons acastanhados ou enegrecidos. Tem origem nas células que produzem melanina, o pigmento que dá cor à pele. O que o difere de uma pinta é a alteração de cor, formato e/ou, tamanho, além de poder apresentar sangramento.

 

Não melanoma

Esse tipo se subdivide em duas categorias:

Carcinoma basocelular (CBC): é o tipo mais comum de câncer de pele. De forma geral, é uma lesão com evolução lenta, que se localiza, frequentemente, em áreas do corpo com maior exposição ao sol, como: rosto, orelhas, pescoço, ombros, costas e couro cabeludo. A chance de cura é alta, quando descoberto no início.

Esse tipo de câncer pode aparentar outras doenças de pele, como psoríase ou eczema. Outra forma clínica é a nódulo-ulcerativa, que se apresenta como uma pequena elevação vermelha na pele, com brilho, crosta central e risco de sangramento.

Carcinoma epidermoide ou espino-celular (CEC): é comumente mais encontrado também nas áreas que normalmente ficam mais expostas ao sol, como: orelhas, ombros, rosto, pescoço e couro cabeludo, mas podem aparecer em qualquer parte do corpo. É considerado um tipo grave, pois pode evoluir com metástases.

A aparência é semelhante à verruga, com coloração avermelhada, em forma de machucados ou feridas que descamam, não cicatrizam e podem vir a sangrar. Também pode  surgir em cicatrizes ou feridas, principalmente, gerados por meio de queimadura.

 

Principais sinais e sintomas

Os sintomas variam de acordo com o estágio e tipo de câncer, sendo os principais:

  • Pinta preta ou castanha com alteração de cor e textura,  com as bordas irregulares e aumento do tamanho;
  • Mancha ou ferida que não cicatriza, em até quatro semanas, com a presença de coceira, crostas ou sangramento;
  • Lesão elevada, brilhante, translúcida ou com alteração de cores, como avermelhado, rósea, castanha ou multicolorida, associado com sangramento;
  • Nódulos na pele;
  • Inchaço nos gânglios (ínguas).

Caso identifique qualquer sintoma citado, procure um médico para avaliação.

 

Fatores de risco

Há dois tipos de fatores de risco: relacionado a fatores individuais e ao ambiente.

Relacionado a fatores individuais:

  • Histórico familiar, quando há registros da doença em parentes de primeiro grau, o risco da doença eleva;
  • Pele clara;
  • Olhos claros;
  • Cabelos ruivos ou loiros;
  • Pessoa albina;
  • Portadores de HIV+;
  • Pessoas transplantadas;
  • Pessoas com idade superior há 40 anos;
  • Facilidade para queimadura;
  • Dificuldade para bronzeamento;
  • Pessoas com sistema imune debilitado.

 

Relacionado ao ambiente e comportamento:

  • Histórico de queimadura solar;
  • Exposição de áreas tratadas por radioterapia;
  • Exposição à radiação Ultra-Violeta (UV) prolongada e repetitiva, na infância;
  • Viver em clima tropical;
  • Viver em local com altitudes elevadas;
  • Uso de medicamentos imunossupressores (como: azatioprina e ciclosporina);
  • Exposição à fuligens e arsênico;
  • Exposição à piche, óleos minerais e de xisto;
  • Trabalho ao ar livre, como agricultores, pescadores, etc.

 

Tratamento do Câncer de Pele

Para o câncer da pele não-melanoma há muitas formas de tratamento, como:

  • Cirurgia excisional: remoção do tumor e da borda de pele sadia, para obter a margem de segurança. Após esse procedimento, são feitas as análises, para verificar se foram retiradas todas as células cancerígenas.
  • Curetagem: é a raspagem do local lesionado com cureta.
  • Criocirurgia: é utilizado nitrogênio líquido para promover a destruição das células tumorais. Essa técnica não é invasiva, pois não há cortes ou sangramento.
  • Cirurgia a laser: remove as células cancerígenas com o laser de dióxido de carbono ou erbium YAG laser. Essa técnica também não é invasiva.
  • Cirurgia Micrográfica de Mohs: o médico cirurgião remove o tumor cirurgicamente em conjunto com a curetagem das bordas. Posteriormente esses materiais são analisados.

Pode haver também o uso de medicação via oral, tópicas, além de quimioterapia ou radioterapia, para auxiliar no tratamento.

Para o tipo melanoma o tratamento começa com a cirurgia excisional. Se necessário, podem ser realizados quimioterapia, radioterapia e novos tratamentos de imunoterapia baseados nos resultados de exames genéticos que conseguem identificar o tipo de mutação (BRAF, cKIT, NRAS, CDKN2A, CDK4).

 

Prevenção

Há medidas de proteção, que devem ser utilizadas para que possa prevenir o câncer de pele, como:

  • Evitar exposição excessiva ao sol, principalmente das 10 às 16h;
  • Utilizar protetor solar diariamente, com proteção UVA e UVB, com o FPS (fator de proteção solar) mínimo de 30 (em crianças, o uso é permitido a partir dos seis meses de idade);
  • Reaplicar o filtro solar a cada duas horas, mesmo em dias nublados;
  • Observar a pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas;
  • Uso de camiseta, óculos de sol, chapéu ou boné de aba larga e protetor solar;
  • Passar em consulta com dermatologista ao menos uma vez por ano;
  • Utilizar protetor labial.

 

Lembre-se: O câncer de pele só pode ser diagnosticado com a realização do exame clínico realizado por um médico especializado ou por meio de uma biópsia. Em caso de demora no tratamento, pode resultar em lesões mutilantes ou desfigurantes.

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