Cenário de Saúde - Mãos segurando plantinha

Imagine o seguinte cenário de saúde: um modelo pensado na doença, que remunera tratamentos e procedimentos. Um grande desperdício de exames, cirurgias e medicamentos desnecessários ou com baixa evidência científica. Uma medicina fragmentada onde órgãos e doenças são tratados e o ser humano, em sua integralidade, fica esquecido.

Um sistema público que tem a excelência no conceito e sofre pela carência de recursos e dificuldade de gestão na prática. Uma inflação na área médica que ultrapassa 2 dígitos, ano após ano, e que deixou de ser um custo passando a consumir a margem dos empresários e a renda das famílias.

Um mercado que carece de transparência onde as “pegadinhas” são capazes de confundir quem mais precisa nos momentos mais difíceis da vida. Profissionais desestimulados, mal formados, mal remunerados e com pouca autonomia. E finalmente, 75% da população sem um plano de saúde privado.

Em muitos países de primeiro mundo, essa fotografia seria considerada um filme de terror, mas no Brasil, infelizmente é a mais pura realidade.

Um novo modelo de saúde

O primeiro caminho para acordarmos deste pesadelo, começa com uma visão. A visão de como o sistema poderia e deveria funcionar. Sim, acreditar é preciso!

Nesta visão, temos um modelo de saúde que visa a promoção e não a doença. Onde as condutas médicas são pautadas nas melhores evidências, cada vez mais disponíveis e globalizadas e com uma estratégia centrada no paciente que passa a ser o foco da atenção.

Um sistema público que tenha como pilar estratégias em saúde da família, que oriente seus usuários e que traga o conceito (para gestor e usuário) que não existe tudo para todos, mas que todos não precisam de tudo onde existe a promoção e prevenção de saúde. Onde os gastos de saúde podem ser administrados com conhecimento populacional, estratificação de riscos e ações preventivas. Tudo isso com mais transparência e mais simplicidade para o paciente.

Um mercado onde há o reconhecimento e a valorização dos profissionais de saúde. E, conte com uma forte sinergia entre o público e o privado.

Felizmente, esse cenário de saúde é uma possibilidade no Brasil. Para que isso aconteça, depende menos de grandes orçamentos ou milagres e muito mais de uma atitude, de protagonismo, seu… meu… nosso. Pense nisso!

João Paulo Nogueira Ribeiro
Sócio-Fundador da Filóo

 

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