paciente idosa sorri ao ser diagnosticada por sua médica de rotina

Os médicos sempre ocuparam uma posição de destaque na sociedade. Antigamente era muito comum o médico de família, que visitava e medicava os pacientes em casa, ouvia suas queixas e dava conselhos sobre coisas que iam além dos problemas físicos.

Com o grande avanço tecnológico nos últimos anos, os médicos começaram a pedir mais exames para auxiliar no diagnóstico e tratamento das diversas enfermidades. Por outro lado, a impressão dos pacientes passou a ser a de que o cuidado é ruim se o médico não solicita exames. Associado a isso, o tempo de consulta foi cada vez mais encurtado. A consequência disso é o tempo diminuto de interação entre paciente e médico, muitas vezes baseado apenas na solicitação e no tratamento dos resultados desses exames complementares.

Mas não basta que o médico seja apenas bom tecnicamente. É preciso que ele também saiba exercitar a empatia, se colocar no lugar de outra pessoa, tentando entendê-la para poder ajudar. Enxergar o paciente como um ser humano e não apenas olhar para a doença.

O médico deve escutar a queixa do paciente sem minimizar os sintomas que a pessoa sente. Esclarecer os termos técnicos trocando por linguagem simples também é fundamental para aproximar as duas partes e desenvolver um vínculo de confiança. Passar informações com clareza é outro ponto importante, tanto em relação ao diagnóstico quanto ao tratamento, devendo-se assegurar de que o paciente de fato entendeu tudo o que foi dito. Dúvidas e ansiedade podem interferir no estado emocional do doente e prejudicar a aderência ao tratamento prescrito.

O paciente também precisa exercer o seu protagonismo no cuidado de sua saúde, participando da tomada de decisões junto com a equipe médica, em todas as etapas do atendimento e do tratamento.

 

Tecnologia como aliada

Aplicativos de agendamento e acompanhamento de consultas e exames, prontuários eletrônicos compartilhados, comunicação online entre a equipe médica. Esses avanços tecnológicos ajudam na gestão do tempo, diminuindo o tempo de espera para consultas e aumentando a disponibilidade do profissional.

Além disso, os médicos do futuro terão uma atuação na interface entre conhecimento biomédico e a tecnologia por trás de plataformas por exemplo, de diagnóstico por imagem. Ou ainda atuariam alimentando uma plataforma de inteligência artificial com dados e/ou reformulando seus algoritmos, tornando-a mais esperta.

Outra tecnologia do futuro já presente é a telemedicina, que pode ajudar clínicas pequenas e médicos generalistas a contar com laudos de especialistas de locais distantes, rapidamente, pela internet; uma junta médica pode discutir, remotamente, diversos casos de pacientes; e até cirurgias podem ser feitas a distância, com o advento da cirurgia robótica, mas controlado por uma pessoa.

Mas longe de tornar o exercício da medicina mais frio e distante, o lado humanístico tende a recuperar cada vez mais sua importância, pois caberá ao médico traduzir para o paciente o que essas tecnologias mostram e ajudá-lo, com empatia, a buscar alternativas para lidar com o problema.

 

Fontes:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/10/depois-de-avancos-tecnologicos-medicina-deve-mirar-na-empatia.shtml
https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/06/07/empatia-e-dialogo-entre-medico-e-paciente-podem-ajudar-no-tratamento.htm
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