imagem com zoom de um mosquito da febre amarela, o qual possui pintas brancas, sob a pele humana

A Febre Amarela é uma doença infecciosa causada por um arbovírus, ou seja, um vírus da família Flaviviridae. Esse vírus é transmitido somente através da picada de um mosquito infectado.

dois tipos de febre amarela, a silvestre e a urbana, a diferença entre elas é com relação ao tipo de mosquito transmissor. No primeiro caso os mosquitos são dos tipos Haemagogus e Sabethes, que se localizam em áreas silvestres e regiões de mata e tem o macaco e o homem como hospedeiros do vírus, principalmente, ao frequentar esses locais sem vacinação.

Atenção! Os macacos não transmitem febre amarela, ficam doentes e morrem assim como os humanos. A morte dos animais demonstram que o vírus pode estar atuante na região.

Já no caso da Febre Amarela urbana, o principal mosquito transmissor é o Aedes aegypti, que também responsável por disseminar dengue, zika e chikungunya.

Essa doença é considerada potencialmente grave e pode levar à óbito em um prazo aproximado de uma semana, se não for tratada rapidamente.

 

A origem da Febre Amarela

O vírus tem origem na África. No ano de 1648, foram registrados casos no México. Em 1730, houve a primeira epidemia na Europa. O mesmo ocorreu nos Estados Unidos, nos séculos XVIII e XIX.

No Brasil, a doença está concentrada com o tipo silvestre, visto que o tipo urbano não é registrado no país desde o ano de 1942. O primeiro relato foi no ano de 1685, no estado de Pernambuco.

No Estado de São Paulo, a febre amarela silvestre apresentou um aumento em cerca de 600%. Do mês de Janeiro até final de Outubro de 2018, foram registrados cerca de 498 casos da doença, sendo que desses, 172 resultaram em morte. Em 2017, esses números foram muito inferiores, sendo 74 casos, com 38 óbitos.

 

Sintomas da Febre Amarela

Os sintomas iniciam após o período de incubação de 3 a 6 dias, e em alguns casos, pode chegar até 15 dias.

A febre amarela poderá ser assintomática, se apresentar de formas brandas até a forma grave, que normalmente resulta em morte. Por isso, assim que identificar os sintomas, é imprescindível procurar atendimento médico, para reduzir esse risco.

Dentre os principais sintomas estão:

  • Febre de início súbito (com duração máxima de 12 dias);
  • Calafrios;
  • Dor de cabeça;
  • Perda de apetite;
  • Náusea e vômito;
  • Fadiga;
  • Fraqueza;
  • Dores no corpo;
  • Dor nas costas;
  • Dor muscular.

 

Cerca de 15% das pessoas que possuem uma breve atenuação desses sinais, posteriormente, desenvolvem a forma grave da doença, que pode iniciar em 24 horas após essa melhora. Essa segunda fase apresenta os seguintes sintomas:

  • Febre alta;
  • Hemorragia (principalmente no trato gastrointestinal);
  • Urina escura;
  • Dor abdominal;
  • Vômito com ou sem sangue;
  • Icterícia (pele e branco dos olhos com coloração amarelada);
  • Sangramento da boca, nariz e olhos;
  • Pulso lento;
  • Comprometimento renal e hepático (fígado);
  • Diminuição da pressão arterial;
  • Coma;
  • Óbito.

 

Aproximadamente 20 – 50% das pessoas que progrediram para a forma grave, correm risco de morrer, em um prazo de sete a 10 dias.

Toda pessoa que contrai essa doença e sobrevive, adquire imunidade.

Atenção! Os sintomas da febre amarela, pode ser facilmente confundido com outras doenças como: infecções agudas febris, infecções do sistema respiratório, digestivo ou urinário, na forma branda. Já na grave com: malária, leptospirose, paludismo grave, febre maculada, outras febres hemorrágicas, dengue, outras doenças transmitidas por insetos, hepatite viral e envenenamento.

Para identificar, deve-se realizar os testes de sangue (RT-CR), que irão verificar se há detecção do vírus, em estágio inicial.

 

Formas de tratamentos mais comuns e adequados

O tratamento para Febre Amarela é apenas sintomático, ou seja, não é específico para a doença, os sintomas serão tratados com analgésicos e antitérmicos.

A pessoa acometida pela doença deverá ter assistência hospitalar, com repouso, reposição de líquidos e outros tratamentos secundários, quando necessário. Quando o paciente chega à forma grave, deve ser tratado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), para reduzir o risco de morrer.

O uso de anti-inflamatórios e salicílico (AAS) devem ser evitados, pois pode colaborar para o aparecimento de hemorragias e agravar o quadro de saúde.

 

Prevenção da Febre Amarela

Há duas formas de prevenir a Febre Amarela: a vacinação e medidas de controle mecânico.

Vacinação

A vacinação é a maneira mais eficaz e importante para evitar a doença. A vacina é disponibilizada de gratuitamente nas UBS (Unidades Básicas de Saúde).

  • Indicação: É indicada para todos que residam ou que viajem para áreas de risco e é recomendada a administração a partir dos nove meses até os 59 anos de idade, em dose única. Em caso de viagem para área de risco de contaminação, deve ser administrada 10 dias antes da partida;
  • Idosos (acima de 60 anos) que não foram vacinados devem passar por avaliação médica para que possam receber a vacina;
  • Gestantes e Nutrizes só poderão ser vacinadas em caso de residir ou estar próximas em áreas de risco, com avaliação médica. Se for necessária a vacinação, retomar o aleitamento após 10 dias da administração da dose;
  • Em casos de crianças menores de dois anos não vacinadas, a administração da Tríplice ou Tetra Viral não deve ser simultânea a vacina contra febre amarela, deve haver um intervalo de 30 dias entre as doses.
  • Apenas uma dose padrão da vacina é necessária para prevenção;
  • A dose fracionada protege contra o vírus por apenas oito anos;
  • A única diferença entre a dose padrão e a fracionada, é o período de duração da proteção.

 

Contraindicações para a Vacinação:

  • Pessoas com HIV, assintomáticos e com imunossupressão moderada;
  • Pessoas com Lúpus Eritematoso Sistêmico ou outras doenças autoimunes;
  • Pacientes recém transplantados com células tronco hematopoiéticas ou transplante de órgãos, caso queira vacinar-se, deve aguardar no mínimo 24 meses;
  • Crianças menores de seis meses de idade;
  • Pessoas com imunossupressão de qualquer natureza;
  • Pacientes oncológicos em quimioterapia e/ou radioterapia;
  • Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras;
  • Pessoas com alergias à proteína do ovo e seus derivados;
  • Pacientes com doenças agudas febris moderadas ou graves;
  • Pacientes com doença neurológica de natureza desmielinizante (SGB, ADEM e esclerose múltipla), apenas após seis semanas da aplicação de dose anterior da VFA e com avaliação médica;
  • Pacientes com história pregressa de doenças do timo;
  • Pessoas em uso de medicações antimetabólicas ou fármacos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Natalizumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Rituximabe e outros terminados com MOMAB, XIMAB, ZUMAB, ou UMAB)
  • Pacientes com artrite reumatoide;
  • Pessoas com doenças hematológicas com imunodeficiência (casos de aplasia de medula/anemia aplástica).

 

Medidas de controle mecânico:

Essas medidas impedem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da febre amarela urbana.

  • Caixa d’água: Cubra com tela ou tampe-a, além de realizar limpeza frequentemente;
  • Pneus: Guarde-os secos, em locais cobertos, entregue-os em pontos de coleta realizados pela Prefeitura Municipal e fure-os para evitar o acúmulo de água;
  • Baldes: Mantenha-os em locais cobertos e com a boca para baixo;
  • Pratos de plantas: Retirar os pratos quando estiverem em áreas externas. Caso contrário, utilizar areia grossa até a borda;
  • Pingadeiras: Adicionar areia grossa até a borda em conjunto com ½ colher de sopa de sal;
  • Calhas: Sempre mantê-las desentupidas e com limpeza frequente;
  • Lajes: Realize a limpeza sempre que possível e nivelada, para evitar o acúmulo de água;
  • Piscina: Em períodos de uso, utilizar cloro no tratamento da água. Em momentos sem uso, procurar reduzir o nível da água e filtrá-la e sempre cobrir com lona;
  • Ralos: em áreas internas, utilizar tampa “abre-fecha” ou colocar telas. Adicionar água sanitária, desinfetante ou detergente semanalmente;
  • Lixo: Sempre colocá-los em sacos de lixos e depois em cestos com tampa;
  • Garrafas: Utilizar tampas ou deixá-los com a boca para baixo;
  • Vaso Sanitário: Mantê-lo sempre com a tampa abaixada, em caso de pouco uso, dê descarga ao menos uma vez na semana.

 

Referências:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/febreamarela/historico.php
http://iflorestal.sp.gov.br/informacoes-sobre-a-febre-amarela/
http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao
http://saude.es.gov.br/Media/sesa/Vacinação/Manual%20dos%20Centros%20de%20Referência%20para%20Imunobiológicos%20Especiais%20-%202014.pdf
http://www.cives.ufrj.br/informacao/fam/fam-br.html
http://www.saude.mg.gov.br/febreamarela
http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/PerguntaseamarelasFEBREamarela.pdf
http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=3305
http://www.saude.sp.gov.br/coordenadoria-de-controle-de-doencas/homepage/noticias/vigilancia-e-controle-da-febre-amarela-no-estado-de-sao-paulo
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs100/pt/
http://www4.pucsp.br/cipa/artigos/dengue-febre-amarela.html
https://cevs.rs.gov.br/diagnostico-e-tratamento-591461a59ba83
https://cevs.rs.gov.br/febre-amarela
https://familia.sbim.org.br/doencas/96-febre-amarela
https://mosquito.saude.es.gov.br/febre-amarela
https://www.ambiente.sp.gov.br/febre-amarela/
https://www.sjc.sp.gov.br/servicos/saude/doencas-pasta/febre-amarela/
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