Quando as partes não somam o todo

Quando as partes não somam o todo

Imagine o seguinte cenário de saúde: um modelo pensado na doença, que remunera tratamentos e procedimentos. Um grande desperdício de exames, cirurgias e medicamentos desnecessários ou com baixa evidência científica. Uma medicina fragmentada onde órgãos e doenças são tratados e o ser humano, em sua integralidade, fica esquecido.

Visualize um sistema público que tem a excelência no conceito e sofre pela carência de recursos e dificuldade de gestão na prática. Uma inflação na área médica que ultrapassa dois dígitos, ano após ano, e que deixou de ser um custo passando a consumir a margem dos empresários e a renda das famílias.

Tem mais: um mercado que carece de transparência onde as “pegadinhas” são capazes de confundir quem mais precisa nos momentos mais difíceis da vida. Com profissionais desestimulados, mal formados, mal remunerados e com pouca autonomia. E finalmente, 75% da população sem um plano de saúde privado.

Em muitos países de primeiro mundo, essa fotografia seria considerada um filme de terror, mas no Brasil, infelizmente é a mais pura realidade.

Um novo modelo de saúde

O primeiro caminho para acordarmos deste pesadelo começa com uma visão. A visão de como o sistema poderia e deveria funcionar. Sim, acreditar é preciso! Nesta visão, temos um modelo de saúde que visa a promoção e não a doença. Onde as condutas médicas são pautadas nas melhores evidências, cada vez mais disponíveis e globalizadas e com uma estratégia centrada no paciente que passa a ser o foco da atenção.

Enxergamos um sistema público que tenha como pilar estratégias em saúde da família, que oriente seus usuários e que traga o conceito (para gestor e usuário) que não existe tudo para todos, mas que todos não precisam de tudo onde existe a promoção e prevenção de saúde. Onde os gastos de saúde podem ser administrados com conhecimento populacional, estratificação de riscos e ações preventivas. Tudo isso com mais transparência e mais simplicidade para o paciente. Um mercado onde há o reconhecimento e a valorização dos profissionais de saúde. E conte com uma forte sinergia entre o público e o privado.

Felizmente, esse cenário de saúde é uma possibilidade no Brasil. Para que isso aconteça, depende menos de grandes orçamentos ou milagres e muito mais de uma atitude, de protagonismo, seu… meu… nosso. Pense nisso!

João Paulo Nogueira Ribeiro, Sócio-Fundador da filóo.

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Dia da Imunização – Vacina Salva Vidas

Dia da Imunização – Vacina Salva Vidas

Você já ouviu falar que “em time que está ganhando, não se mexe”? A primeira vacina desenvolvida foi a antirrábica, em 1885, pelo cientista francês Louis Pasteur. Testada num rapaz mordido por um cão, foi a primeira vez que alguém conseguiu sobreviver à raiva. O feito teve grande repercussão mundial: começava uma nova era na saúde.

Para se ter uma ideia, no início do século 20, uma em cada cinco crianças morria antes de completar 5 anos por causa de alguma doença infecciosa. O sarampo matava 2,6 milhões de pessoas por ano, antes de descobrirem a vacina em 1963. E a varíola, campeã de devastação, matou mais de 300 milhões de pessoas até ser totalmente erradicada com a descoberta da vacina (o último caso ocorreu na Somália em 1977).

De lá pra cá, mais de 50 vacinas foram criadas contra doenças infecciosas como: difteria, tétano, coqueluche, febre amarela, Hepatite B, sarampo, meningite, formas graves de tuberculose, rubéola, caxumba, poliomielite, o vírus do HPV (causador do câncer de útero), etc. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, em todo mundo, as vacinas salvam entre 2 milhões e 3 milhões de vidas todo ano.

Por isso, diante do movimento “antivacinação” (sobretudo nos Estados Unidos) e, consequentemente, do retorno de casos de sarampo e outros males, o mundo entrou em alerta. A OMS chegou a afirmar que a diminuição do uso de vacinas é uma das maiores ameaças à saúde mundial, pois pode reverter o progresso no combate às doenças evitáveis.

Desta forma, ao se deparar com notícias contrárias à vacinação, busque respostas em fontes seguras e não acredite em fake news. Você não vai fazer gol contra, vai?

Ministério da Saúde

O Programa de Imunizações do Brasil é o mais estruturado do mundo e a cada ano se aprimora para proporcionar melhor qualidade de vida à população através da prevenção de doenças. A proteção não é somente para crianças, mas também adolescentes, adultos, idosos, gestantes e povos indígenas.

Acesse AQUI o calendário de vacinação.

Você sabe a diferença entre as vacinas via oral e as injetáveis?

Via oral: são para doenças contraídas ao ingerir água ou alimentos contaminados, como o rotavírus e o vírus da pólio. As gotinhas fazem o mesmo percurso do vírus, protegendo partes sensíveis como a boca, o estômago e o intestino. São produzidas com o vírus atenuado, ou seja, uma vez no corpo, se reproduz e ativa o sistema de defesa, que aprende a combater a doença no futuro.

Via injeção: são para doenças transmitidas pelo ar, como a tuberculose, difteria, coqueluche, sarampo e caxumba. Ela usa o agente infeccioso inativado (morto), incapaz de se reproduzir no organismo. É a famosa picadinha que salva vidas!

Mitos e Verdades sobre Vacinas

1. A vacina pode causar gripe?
MITO. Vacinas contra a gripe são seguras e não causam gripe. Há dois tipos: a injeção contendo o vírus inativado e a vacina de spray nasal feita de vírus vivos (atenuados), nenhuma causa a doença. O corpo leva até duas semanas para ser protegido e a pessoa pode ser infectada por algum vírus respiratório antes do efeito de proteção e acreditar erroneamente que pegou gripe por causa da vacina.

2. Se eu levar uma vida saudável não preciso de vacina.
MITO. Se exercitar com regularidade, meditar, se alimentar e dormir bem são ótimas práticas para ajudar a manter a saúde em dia. Mas lembre-se que os micro-organismos causadores de doenças estão espalhados pelo ar e em todo lugar. E você não está imune a eles.

3. Vacinas podem causar efeitos colaterais?
VERDADE. Dentre os sintomas indesejáveis (comuns) que podem surgir após uma vacina estão: manchas e coceira na pele, inchaço nos lábios e nas pálpebras, dificuldade para respirar, dor ou inflamação no local da aplicação. Eles desaparecem em até três dias. Diante de qualquer sintoma anormal, procure um médico. Pode ser algo não relacionado à vacina. Tenha em mente que o prejuízo de não vacinar é muito maior (e mais grave) do que vacinar.

4. Doses de reforço são dispensáveis?
MITO. Sem as doses de reforço, no caso das vacinas contra a pólio, difteria, tétano e coqueluche, a imunização não se completa e a criança pode continuar vulnerável a estas doenças, correndo risco de vida.

5. Tomar a mesma vacina duas vezes não faz mal.
VERDADE. Se você não lembra se já tomou determinada vacina ou perdeu a carteirinha de vacinação, vá até um centro de imunizações. Lá profissionais de saúde vão orientar como proceder. Há vacinas que devem ser renovadas como, por exemplo, a que protege contra tétano e difteria, que exige um reforço a cada dez anos.

(Fontes: Ministério da Saúde/OMS)

Vacine-se
É gratuito! Busque a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de você, leve seu cartão de vacinação e um documento com foto.

Perdeu seu cartão?
Vá ao posto de saúde onde recebeu as vacinas anteriores para resgatar o seu histórico de vacinação e fazer a segunda via. Mas tranquilize-se: a ausência da Caderneta de Vacinação não é um impeditivo para vacinar.

Lembre-se
A imunização é tão segura quanto necessária. Se tiver alguma dúvida, entre em contato com uma consultora de saúde filóo, que está sempre disponível para orientar sobre como cuidar da sua saúde. E caso necessite de alguma vacina que não está disponível em rede pública, a filóo tem parcerias com redes de laboratórios que disponibilizam a imunização com valores acessíveis e o conforto do atendimento particular. Se cuidar faz bem.

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Você é o que você come

Você é o que você come

Você mora num apartamento e decide se mudar. Contrata caminhão de mudança, vai para outro bairro. Em dois anos, recebe uma proposta de trabalho em outra cidade. Empacota tudo, e lá vai você. Mais dois anos, é hora de tentar a vida no exterior. E o ponto onde queremos chegar é: o que há em comum entre todos os lugares que já morou?

Você. Não importa onde vá, o seu corpo vai com você e é, em primeira e última instância, a sua única casa. É nele que você habita do momento em que nasce ao último suspiro. Tudo o que colocar pra dentro, do nutriente mais saudável ao agrotóxico mais nocivo, é a sua “mobília”. O que é bom, seu organismo absorve, o que não quer mais vai embora, o que não dá pra reciclar, adivinha? Fica.

Fica e se transforma em você, no que você vai ser daqui a dez, vinte, cinquenta anos. Então, que tal começar a se cuidar bem? O primeiro passo é conhecer a diferença entre produtos industrializados e naturais, e os processos que passam para chegar até a prateleira da venda e, depois, à sua mesa.

Alimentos industrializados X In natura

Há quatro categorias principais de alimentos: in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. “Os in natura englobam aqueles obtidos por meio de plantas ou animais, que não passaram por processamento”, explica a Dra. Débora Vianna Rossi (CRN3 37893), nutricionista da filóo. Eles se dividem:

In natura
• Orgânicos: Possuem maior valor nutricional. O selo de qualidade tem a ver com a forma de produção: com adubos naturais, sem agrotóxicos ou sementes transgênicas. Se de origem animal, os animais são criados livres, sem confinamento e sem medicamentos alopáticos.
• Hidropônicos: Cultivados em água, com adubos químicos poluentes que contêm no máximo 10 nutrientes, como nitrogênio, fósforo e potássio. Em comparação, os orgânicos oferecem até 45 nutrientes.
• Integrais: Alimentos minimamente processados, sem aditivos químicos (corantes artificiais, conservantes, espessantes, aromatizantes), nem adição artificial de vitaminas ou minerais.
• Convencionais: Alimentos como frutas, legumes e verduras derivados da agricultura convencional, com algum traço de adubos químicos, pesticidas e conservantes.

Alimentos industrializados
• Minimamente processados: Alimentos que passaram por alterações mínimas em moagens, secagens, pasteurização. Ex. arroz, feijão, leite, especiarias, massas, café, cereais, etc.

• Processados: Têm adição de sal, açúcar, óleo ou vinagre. Ex.: enlatados e conservas, extratos de tomate, frutas em calda e cristalizadas, castanhas açucaradas, carne salgadas, queijos e pães (feitos com farinha de trigo, leveduras, água e sal). Limite o consumo.

• Ultraprocessados: Formulações com cinco ou mais ingredientes. Ricos em calorias, açúcar, gorduras, sal e aditivos químicos, com sabor realçado e maior prazo de validade. Ex.: salsichas, biscoitos, cereais matinais, barras de cereais, sopas e macarrão e temperos “instantâneos”, salgadinhos, refrigerantes, achocolatados, bebidas lácteas adoçadas, congelados, etc. Evite o consumo.

“Os alimentos industrializados estão amplamente conectados com o desenvolvimento de doenças cardíacas, obesidade e diabetes. Já os in natura possuem vitaminas, minerais, proteína e fibras que melhoram a saciedade, contribuem para a manutenção dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, para a redução do colesterol e o melhor funcionamento intestinal e evitam alguns tipos de câncer”, explica a Dra. Debora.

Descasque mais, abra menos
Muitas vezes, a preguiça de preparar o alimento natural somado à praticidade de abrir uma embalagem leva a melhor e a sua saúde, a pior. Um exemplo? Milho enlatado. Descascar a espiga, esperar ferver a água, cozinhar o milho e debulhar… Tão mais rápido abrir a lata e despejar o conteúdo na receita!

“É importante desenvolver o lema ‘descasque mais e abra menos’. Para facilitar o consumo no dia a dia, é possível higienizar os alimentos assim que forem adquiridos, isso previne a ‘preguiça’ de lavar a salada em determinados momentos, como a pressa para consumi-los”, dá a dica Dra. Debora.

Segundo a nutricionista, após a higienização pode-se cortar as frutas e/ou cozinhar os legumes e congelá-los, com prazo de congelamento de um a três meses: “É possível retirar do congelador momentos antes de consumir, no caso de frutas, verduras e legumes. Carnes e outros alimentos poderão ser esquentados diretamente no micro-ondas”.

Outra dica é o consumo de oleaginosas. “Castanha, avelã, amendoim, pistache (sem sal ou açúcar) são simples e práticos, podem ser levados na bolsa sem necessidade de armazenamento. Um lanche que pode ser consumido rapidamente, promove saciedade e fornece ômega-3, um anti-inflamatório natural”, recomenda Dra. Debora.

Guia Alimentar da População Brasileira

Em 2014, o Ministério da Saúde lançou o Guia Alimentar para a População Brasileira. Saindo do lugar comum de considerar, para uma dieta saudável, apenas a ingestão de nutrientes, porções e grupos alimentares, o guia inovou ao incluir recomendações sobre a escolha dos alimentos, o preparo, a comensalidade e a superação de obstáculos com relação ao momento de comer – horários regulares, locais apropriados, evitar distrações ao desfrutar os alimentos, comer em companhia, entre outros.

Vale a pena conhecer: https://bit.ly/20bv8cb

Saúde nada mais é do que um selo de qualidade: você está se cuidando. Conte com a gente nessa missão. Se cuidar faz bem.

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Dia Mundial sem Tabaco

Dia Mundial sem Tabaco

A ideia do Dia Mundial sem Tabaco nasceu em 1987, numa assembleia da Organização Mundial de Saúde (OMS), para dar aquele incentivo a mais a quem deseja parar de fumar. Assim, no dia 31 de maio, que tal ficar 24h longe de qualquer tipo de fumo e refletir sobre levar uma vida mais saudável?

O mundo contra o fumo

A cada ano, a iniciativa da OMS amplia suas políticas globais de saúde pública visando à cessação do tabagismo e lança campanhas publicitárias unificadas, em escala mundial, de conscientização, mobilização e engajamento. No Brasil, a responsabilidade pela elaboração e divulgação de materiais para dar suporte às ações em níveis federal, estadual e municipal é do Instituto Nacional de Câncer (INCA), ligado ao Ministério da Saúde.

Dentre os temas já abordados nas últimas décadas estão os riscos à saúde, o fim do comércio ilícito de produtos de tabaco, a ameaça da indústria tabagista ao desenvolvimento sustentável, o dano ao bem-estar econômico dos fumantes e suas famílias, os efeitos negativos sobre o futuro dos jovens, entre outros. Em 2019, o tema é “Tabaco e Saúde Pulmonar”.

Fumar não é brincadeira: mata

Segundo a OMS, 7 milhões de pessoas (dez mil por dia) no mundo morrem, anualmente, por doenças relacionadas ao tabaco, quase um milhão delas não-fumantes, ou seja: padecem pela exposição à fumaça do cigarro alheio. Em 2030, a previsão é de que esse número suba para 10 milhões. Outro dado alarmante? São mais de um bilhão de fumantes no planeta – 80% deles vivem em países de baixa e média rendas.

No Brasil, dados do INCA revelam que 428 pessoas morrem diariamente por causa do cigarro, engordando a triste estatística de que 12,6% de todos os óbitos registrados no país têm relação com o tabaco. Se não existisse cigarro, 156.216 mortes poderiam ser evitadas todo ano. Em Reais? R$ 56,9 bilhões em despesas médicas e perda de produtividade. Já se convenceu a parar de fumar ou ainda precisa de um empurrãozinho?

Por que parar de fumar?

– Tabaco é a segunda principal causa de doenças cardiovasculares, atrás apenas da hipertensão;
– Tabaco mata em todas as suas formas, não existe um nível seguro de exposição;
– Cigarro é a forma mais comum de consumir tabaco, mas há outras: bidis, kreteks (cigarro aromatizado), charutos e cigarrilhas, cigarros sem fumaça, cigarros de palha, tabaco para cachimbo, narguilé e versões modernas. Todos são nocivos à saúde: juntos, esses produtos são responsáveis por até 90% de todos os cânceres de pulmão.
– No longo prazo, o tabaco tem relação comprovada com 80% das doenças pulmonares obstrutivas crônicas (enfisema), 30% de infarto e 30% de todos os tipos de câncer.
– A exposição involuntária à fumaça (fumante passivo) no curto prazo pode acarretar reações alérgicas como rinite, tosse, conjuntivite e crise de asma. No longo prazo, pode levar ao infarto agudo do miocárdio, ao câncer do pulmão, a enfisema pulmonar e bronquite crônica. Em crianças, a infecções respiratórias e, em bebês no útero, à redução do crescimento e da função pulmonar.

São mais de 4.700 substâncias tóxicas que você compra, acende e coloca pra dentro do seu organismo. A cada cigarro. A cada tragada. Chega, né? O Dia Mundial sem Tabaco pode ser todo dia. Cuide da sua saúde. Pare hoje, de fumar. Acredite, você consegue.

Veja AQUI 12 dicas para parar de fumar.

Linha do tempo sem cigarro: veja o que acontece (de bom) no seu organismo ao parar de fumar.

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Linha do tempo sem cigarro: o que acontece no organismo

Linha do tempo sem cigarro: o que acontece no organismo

No Dia Mundial sem Tabaco, montamos uma linha do tempo para mostrar os benefícios no organismo de um fumante após parar de fumar:

20 minutos – A pulsação, a pressão arterial e a temperatura do corpo voltam ao normal.

8 horas – Há mais oxigenação nas células e, consequentemente, mais energia nos músculos, órgãos e cérebro. A nutrição de pele e cabelo também melhoram.

12 horas – Com o nível de monóxido de carbono normalizado, os batimentos cardíacos e a pressão arterial se estabilizam. O pulmão começa seu processo de limpeza.

24 horas – Diminuem as chances de um ataque cardíaco. Lave o cabelo e o odor não volta. A transpiração também deixa de exalar cigarro.

48 horas – Livre da nicotina, da fumaça e do monóxido de carbono, paladar e olfato ficam mais sensíveis e você começa a sentir melhor aromas e sabores.

3 dias a 1 semana – Os brônquios, agora normalizados, começam a produzir muco para hidratar e proteger as vias aéreas (os cílios e flagelos recuperam suas funções). Apesar do desconforto, é um ponto positivo: haverá tosse e expectoração, é seu organismo se cuidando. A salivação aumenta.

2 semanas a 3 meses – Ao se exercitar, você sentirá um ganho no desempenho: seu fôlego aumenta com a melhora da capacidade pulmonar e os seios da face limpos: respirar se torna (bem) mais fácil. Sua circulação e pressão arterial melhoram.

3 a 9 meses – A tosse e o pigarro desaparecem. Diminui o risco de pneumonia.

1 ano – 2 anos – Cai pela metade o risco de doenças cardíacas. Bronquite e bronquiolite (inflamações das vias aéreas) começam a ser totalmente revertidas a partir de 2 anos sem fumar.

5 anos – Diminui 50% a taxa de mortalidade por câncer de pulmão para alguém que consumia um maço por dia. Em mulheres, a chance de desenvolver câncer de útero, sofrer um derrame ou desenvolver diabetes são as mesmas de quem nunca fumou.

10 anos – Entre cinco e dez anos sem fumar, reduz o risco de cânceres de boca, faringe, laringe, esôfago, bexiga, rim e pâncreas. A chance de ter um AVC (acidente vascular cerebral) se equipara a de não fumantes.

15 anos – Parabéns! Seu organismo finalmente está limpo das 4700 substâncias tóxicas contidas no cigarro. Você equiparou as chances de ter problemas cardíacos a quem nunca fumou. Seu coração não morre mais de amores pelo cigarro e, esperamos, nem você!

Sim, para colher esses BONS frutos, por causa da dependência você terá que enfrentar momentos de dor de cabeça, irritabilidade, ansiedade, aumento do apetite, dificuldade de concentração, insônia, fissura, tristeza, tontura, tosse e pigarro.

As primeiras 24h são as mais difíceis. A boa notícia? Os sintomas da abstinência são passageiros e cada vez menos frequentes. Quanto mais tempo resistir, mais fácil ficará.

Vamos lá, você consegue!

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Saúde da Mulher

Saúde da Mulher

Em 28 de maio comemora-se o Dia da Saúde da Mulher. Uma data internacional para enfatizar a importância de um olhar atento à saúde feminina em todos os seus ciclos de vida, da puberdade à pós-menopausa.

A ideia surgiu em 1987, uma proposta da Rede Latino-Americana e Caribenha de Saúde da Mulher (LACWHN) que, junto com a Rede Global Feminina pelos Direitos Reprodutivos (WGNRR) lançaram uma campanha global pela melhoria da saúde destas que desempenham papel crucial no apoio ao bem-estar social, físico e econômico de suas famílias: as mulheres.

Mas estas que cuidam de todos também precisam cuidar de si. Câncer de mama e no colo do útero, endometriose, infecção urinária, fibromialgia, depressão, diabetes, hipertensão e obesidade estão entre as principais doenças femininas que, quando detectadas e tratadas precocemente, geram mais qualidade de vida e redução de mortes.

Exames preventivos

Sob a orientação da Dra. Bianca Zulli, ginecologista e obstetra da filóo, listamos os exames preventivos de rotina que devem estar sempre em dia na agenda de quem ama cuidar e se cuidar:

Papanicolau – PARA QUE: Prevenir câncer de colo de útero. O QUE: Exame citopatológico, detecta lesões e diagnostica o câncer do colo do útero antes dos sintomas, aumentando as chances de cura. QUEM DEVE FAZER: Mulheres a partir de 25 anos ou que já tiveram atividade sexual.

Mamografia – PARA QUE: Diagnóstico precoce do câncer de mama. O QUE: Exame por imagem que detecta células anormais na mama. QUEM DEVE FAZER: Mulheres a partir de 40 anos e, se tiver histórico familiar de parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com a doença, a partir de dez anos antes da data que a parente teve câncer (exemplo, se teve aos 45 anos, fazer com 35 anos).

Ultrassom de mama – PARA QUE: Detecta alterações mamárias como nódulos, cistos, secreções nos mamilos, espessamento do tecido mamário, entre outras. O QUE: Feito com aparelho ultrassom. QUEM DEVE FAZER: Para mulheres sem histórico de problema mamário, uma vez por ano a partir dos 25 anos. Após os 40 anos, indicado após a mamografia para complementação de avaliação.

Ultrassom transvaginal – PARA QUE: Avaliar a situação do útero e dos ovários. O QUE: Exame feito com uma sonda envolta em preservativo, diagnostica doenças como endometriose, pólipos endometriais, miomas, tumores e, em caso de gestação, indica gravidez nas trompas ou fora do útero e o desenvolvimento do embrião. QUEM DEVE FAZER: Toda mulher que já iniciou atividade sexual (é contraindicada para pacientes virgens) e gestantes.

Densitometria óssea – PARA QUE: Detectar precocemente a osteoporose e a osteopenia. O QUE: Exame radiológico por imagem. QUEM DEVE FAZER: Mulheres a partir de 65 anos, com deficiência estrogênica com menos de 45 anos e na peri e pós-menopausa com fatores de risco. “Entrou na menopausa, aumenta o risco de osteoporose”, alerta a Dra. Bianca Zulli.

– Triglicerídeos: PARA QUE: Mede a concentração de triglicérides, um tipo de gordura, no sangue. O QUE: Exame de sangue (hemograma), detecta a hipertrigliceridermia (assintomática), que pode ser fator de risco cardiovascular, problemas de tireoide, diabetes, doença renal ou hepática. QUEM DEVE FAZER: A partir dos 20 anos, deve-se fazer este exame a cada cinco anos.
– Colesterol total e frações: PARA QUE: Medir o colesterol. O QUE: Hemograma, detecta o risco de enfarto ou AVC. QUEM DEVE FAZER: Mulheres a partir dos 30 anos, ou em qualquer idade e tempo, se houver fatores de risco e histórico familiar de colesterol alto.

– Glicemia: PARA QUE: Diagnosticar diabetes. O QUE: Hemograma, mede o nível de açúcar no sangue. QUEM DEVE FAZER: Mulheres acima de 45 anos, a cada 3 anos, ou em qualquer idade e tempo, se houver fatores de risco para a doença.

– Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e sorologia: PARA QUE: Diagnosticar HIV/Aids, sífilis, clamídia, herpes genital, hepatite B. O QUE: Hemogramas. QUEM DEVE FAZER: Toda mulher que já iniciou atividade sexual.

– Creatinina: PARA QUE: Avaliar a função dos rins e diagnosticar possíveis doenças renais. O QUE: Hemograma ou exame de urina. QUEM DEVE FAZER: Sempre que pedido pelo médico, para avaliar a capacidade de filtração renal.

– TGO e TGP (enzimas): PARA QUE: Avaliar a função hepática (fígado). O QUE: Exame de sangue, identifica doenças do sistema hepatobiliar e do pâncreas, alerta para infarto de miocárdio e miopatias. QUEM DEVE FAZER: Sempre que pedido pelo médico.

– Exame de urina: PARA QUE: Diagnóstico de doença renal, diabetes mellitus, hipertensão arterial, doença hepática, gonorreia, infecção urinária, entre outros. O QUE: Coleta de urina para análise em laboratório. QUEM DEVE FAZER: Exame de rotina anual.

Além dos exames regulares, adotar hábitos saudáveis de alimentação e praticar atividades físicas são fundamentais para proteger a saúde. Invista em você. Se cuidar faz bem.

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