Truques de culinária para quem é diabético

Truques de culinária para quem é diabético

Foi-se o tempo em que ter diabetes significava levar uma vida de privações alimentares e desejos reprimidos por doces. Sim, é verdade que esta doença caracterizada pelo excesso de glicose no sangue, que ocorre quando há deficiência na produção do hormônio insulina pelo pâncreas, demanda atenção especial. Mas hoje há uma variedade extensa de alimentos no mercado que tornam possível ao diabético, com um pouquinho de criatividade, comer de tudo.

Consultamos a Débora Vianna Rossi (CRN3 37893), nutricionista da filóo, que ensina truques para adoçar o dia a dia de quem deve evitar açúcar. Confira:

FRUTAS: As frutas são liberadas, mas todas contêm seu açúcar natural, chamado de frutose. É interessante consumir as de baixo índice glicêmico, que significa que a frutose tem uma absorção mais lenta, o que evita picos glicêmicos. Por exemplo: pêssego, pera, ameixa, goiaba, maçã, laranja (essa três últimas têm fibras solúveis, que ajudam no controle da glicose).

A recomendação sobre o consumo de frutas por diabéticos é ingerir até três unidades ao longo do dia, em horários diferentes. Outra dica que ajuda muito é o consumo em conjunto com alimentos ricos em fibra (como aveia e granola diet), pois retarda a absorção desse açúcar.

CHOCOLATE: Uma boa prática é substituir o achocolatado por cacau em pó. Em barras, opte pelo chocolate diet.

MASSA DO BOLO: Substitua a farinha branca pela integral, farelo de aveia ou de trigo para que a absorção do açúcar presente nos alimentos seja mais lenta.

RECHEIOS: Doce de leite e leite condensado podem ser trocados pelas opções “diet”, mas preste atenção ao rótulo, pois a indicação “diet” nem sempre se refere ao açúcar, pode ser redução de sódio, por exemplo.

ADOÇANTES: Para sobremesas, no lugar do açúcar você pode utilizar stévia ou sucralose, que proporcionam um sabor doce e são isentos de calorias, o que auxilia também no controle do peso.

DICA: É interessante preparar doces e bolos com frutas cítricas para que se mantenha mais facilmente o sabor. Entre elas: limão, laranja, abacaxi, morango, ameixa, maracujá, kiwi.

SUGESTÃO DE CARDÁPIO

A nutricionista da filóo sugere, ainda, um exemplo de cardápio para o dia a dia, mas ressalta: “as particularidades e quantidades vão variar de acordo com cada pessoa. É recomendável ao diabético comer a cada três horas, sempre contendo alimentos ricos em fibras”, recomenda.

CAFÉ DA MANHÃ

– 1 xícara de leite com café e adoçante
– 2 fatias de pão integral
– 1 ponta de faca de margarina

LANCHE DA MANHÃ

– 1 fatia de mamão com aveia (frutas podem ser consumidas tanto no café da manhã, como nos lanches intermediários)

ALMOÇO

– 1 e ½ colher de arroz integral
– ½ concha de feijão
– ½ prato de verduras e legumes
– 1 bife grelhado ou cozido

Uma dica interessante é polvilhar gergelim ou linhaça em cima da cenoura e da beterraba para que o consumo não seja impedido – porém, a ingestão destes dois legumes deve se manter baixa.

LANCHE DA TARDE

– 1 copo de Iogurte diet com 2 colheres de sobremesa de granola diet

JANTAR

– ½ prato de verduras e legumes
– ½ batata doce cozida (a batata doce tem mais fibra que a batata inglesa)
– 1 filé de peixe grelhado

Importante: consulte seu médico para acompanhar seu tratamento e um nutricionista para adequar a sua alimentação ao seu tipo de Diabetes. Se cuidar faz bem.

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Você é o que você come

Você é o que você come

Você mora num apartamento e decide se mudar. Contrata caminhão de mudança, vai para outro bairro. Em dois anos, recebe uma proposta de trabalho em outra cidade. Empacota tudo, e lá vai você. Mais dois anos, é hora de tentar a vida no exterior. E o ponto onde queremos chegar é: o que há em comum entre todos os lugares que já morou?

Você. Não importa onde vá, o seu corpo vai com você e é, em primeira e última instância, a sua única casa. É nele que você habita do momento em que nasce ao último suspiro. Tudo o que colocar pra dentro, do nutriente mais saudável ao agrotóxico mais nocivo, é a sua “mobília”. O que é bom, seu organismo absorve, o que não quer mais vai embora, o que não dá pra reciclar, adivinha? Fica.

Fica e se transforma em você, no que você vai ser daqui a dez, vinte, cinquenta anos. Então, que tal começar a se cuidar bem? O primeiro passo é conhecer a diferença entre produtos industrializados e naturais, e os processos que passam para chegar até a prateleira da venda e, depois, à sua mesa.

Alimentos industrializados X In natura

Há quatro categorias principais de alimentos: in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. “Os in natura englobam aqueles obtidos por meio de plantas ou animais, que não passaram por processamento”, explica a Dra. Débora Vianna Rossi (CRN3 37893), nutricionista da filóo. Eles se dividem:

In natura
• Orgânicos: Possuem maior valor nutricional. O selo de qualidade tem a ver com a forma de produção: com adubos naturais, sem agrotóxicos ou sementes transgênicas. Se de origem animal, os animais são criados livres, sem confinamento e sem medicamentos alopáticos.
• Hidropônicos: Cultivados em água, com adubos químicos poluentes que contêm no máximo 10 nutrientes, como nitrogênio, fósforo e potássio. Em comparação, os orgânicos oferecem até 45 nutrientes.
• Integrais: Alimentos minimamente processados, sem aditivos químicos (corantes artificiais, conservantes, espessantes, aromatizantes), nem adição artificial de vitaminas ou minerais.
• Convencionais: Alimentos como frutas, legumes e verduras derivados da agricultura convencional, com algum traço de adubos químicos, pesticidas e conservantes.

Alimentos industrializados
• Minimamente processados: Alimentos que passaram por alterações mínimas em moagens, secagens, pasteurização. Ex. arroz, feijão, leite, especiarias, massas, café, cereais, etc.

• Processados: Têm adição de sal, açúcar, óleo ou vinagre. Ex.: enlatados e conservas, extratos de tomate, frutas em calda e cristalizadas, castanhas açucaradas, carne salgadas, queijos e pães (feitos com farinha de trigo, leveduras, água e sal). Limite o consumo.

• Ultraprocessados: Formulações com cinco ou mais ingredientes. Ricos em calorias, açúcar, gorduras, sal e aditivos químicos, com sabor realçado e maior prazo de validade. Ex.: salsichas, biscoitos, cereais matinais, barras de cereais, sopas e macarrão e temperos “instantâneos”, salgadinhos, refrigerantes, achocolatados, bebidas lácteas adoçadas, congelados, etc. Evite o consumo.

“Os alimentos industrializados estão amplamente conectados com o desenvolvimento de doenças cardíacas, obesidade e diabetes. Já os in natura possuem vitaminas, minerais, proteína e fibras que melhoram a saciedade, contribuem para a manutenção dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, para a redução do colesterol e o melhor funcionamento intestinal e evitam alguns tipos de câncer”, explica a Dra. Debora.

Descasque mais, abra menos
Muitas vezes, a preguiça de preparar o alimento natural somado à praticidade de abrir uma embalagem leva a melhor e a sua saúde, a pior. Um exemplo? Milho enlatado. Descascar a espiga, esperar ferver a água, cozinhar o milho e debulhar… Tão mais rápido abrir a lata e despejar o conteúdo na receita!

“É importante desenvolver o lema ‘descasque mais e abra menos’. Para facilitar o consumo no dia a dia, é possível higienizar os alimentos assim que forem adquiridos, isso previne a ‘preguiça’ de lavar a salada em determinados momentos, como a pressa para consumi-los”, dá a dica Dra. Debora.

Segundo a nutricionista, após a higienização pode-se cortar as frutas e/ou cozinhar os legumes e congelá-los, com prazo de congelamento de um a três meses: “É possível retirar do congelador momentos antes de consumir, no caso de frutas, verduras e legumes. Carnes e outros alimentos poderão ser esquentados diretamente no micro-ondas”.

Outra dica é o consumo de oleaginosas. “Castanha, avelã, amendoim, pistache (sem sal ou açúcar) são simples e práticos, podem ser levados na bolsa sem necessidade de armazenamento. Um lanche que pode ser consumido rapidamente, promove saciedade e fornece ômega-3, um anti-inflamatório natural”, recomenda Dra. Debora.

Guia Alimentar da População Brasileira

Em 2014, o Ministério da Saúde lançou o Guia Alimentar para a População Brasileira. Saindo do lugar comum de considerar, para uma dieta saudável, apenas a ingestão de nutrientes, porções e grupos alimentares, o guia inovou ao incluir recomendações sobre a escolha dos alimentos, o preparo, a comensalidade e a superação de obstáculos com relação ao momento de comer – horários regulares, locais apropriados, evitar distrações ao desfrutar os alimentos, comer em companhia, entre outros.

Vale a pena conhecer: https://bit.ly/20bv8cb

Saúde nada mais é do que um selo de qualidade: você está se cuidando. Conte com a gente nessa missão. Se cuidar faz bem.

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Dicas de alimentação saudável para emagrecer

Dicas de alimentação saudável para emagrecer

Se você deseja entrar em forma de maneira sadia, o melhor é investir em uma dieta equilibrada aliada a exercícios físicos. Sabe-se que o excesso de peso pode afetar a saúde contribuindo para o desenvolvimento de doenças como o diabetes, problemas cardíacos e o aumento de lesões nas costas e nos joelhos, por exemplo. Que tal inserir no seu dia a dia atitudes simples para auxiliar no processo de emagrecimento e a manter a saúde?

– Evite alimentos industrializados: Normalmente, possuem ingredientes para aumentar a durabilidade do produto, entre eles o sódio, que contribui para o inchaço do organismo.

– Aumente a ingestão de água: Água é fundamental não só para o processo de emagrecimento, mas para que o corpo trabalhe em equilíbrio. Ela ajuda o processo de filtragem fazendo com que o organismo elimine as toxinas. Apenas 2 litros por dia garantem a hidratação do corpo. Invista!

– Cozinhe seu próprio alimento: Uma das melhores formas de controlar a alimentação é preparando a sua própria refeição. Quando você cozinha, dá para dosar adequadamente os ingredientes evitando excessos e garantindo a qualidade dos alimentos que está ingerindo.

– Frutas e vegetais: Possuem baixas calorias, vitaminas, sais minerais e muitas fibras, uma combinação perfeita para manter o seu corpo saciado por mais tempo.

– Corte bebidas adoçadas: São como uma bomba na dieta, aumentam o pico de insulina, o que faz com que o corpo armazene as energias em forma de gordura. Refrigerantes? Não chegue nem perto.

– Abuse das saladas: Pode encher o prato. Folhas verdes têm poucas calorias e muitas vitaminas, sais minerais e fibras. Liberado: temperos naturais como limão e azeite de oliva, evite molhos à base de creme de leite e industrializados.

– Substitua a farinha de trigo: Troque a farinha refinada (branca) pela integral. Por ser um carboidrato complexo, a farinha integral traz mais saciedade, ajuda a queimar mais calorias e é ideal para a manutenção (ou até perda) do peso.

– Atenção ao tamanho das porções: Só porque um alimento é saudável não significa que seu consumo desenfreado está liberado. O controle das porções é tão importante quanto a escolha do que vai comer. Se liga!

– Evite o excesso de cafeína: A cafeína é considerada um estimulante do metabolismo e um supressor do apetite. Entretanto, a ingestão de grandes quantidades de café pode interferir no sono, afetando as horas de descanso. Tão importante quanto fazer uma atividade, descansar é fundamental para manter o organismo em equilíbrio.

– Tenha consciência do que seu corpo está pedindo: Aprenda a “ouvir” o seu corpo. Pele, cabelos e unhas refletem a forma como o corpo é tratado. Quando está em processo de emagrecimento, ele dá sinais da falta ou do excesso de vitaminas, sais minerais e água. Por exemplo, pele seca pode ser um sinal de desidratação, unhas quebradiças ou queda de cabelo, que seu corpo estar precisando de mais vitaminas. Observe-se.

E muito importante: não se cobre em excesso, mudanças que duram são as graduais, transforme aos poucos a sua rotina, quando se sentir confortável, insira outra atitude. Um passo de cada vez e você com certeza chega lá. Acredite em você e na sua força de vontade. Nós acreditamos!

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