Mitos e verdades sobre amamentação

Mitos e verdades sobre amamentação

O aleitamento materno é um esforço de equipe. É o que deixa claro o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) 2019, que acontece em agosto: “Capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro!”. O tema destaca a importância do envolvimento dos familiares próximos da mãe (pais, parceiros), dos locais de trabalho e da comunidade para que ela consiga amamentar exclusivamente do peito nos primeiros seis meses de vida e de forma complementar até os dois anos da criança.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), somente 40% das crianças de países em desenvolvimento têm amamentação exclusiva nos seis primeiros meses de vida. Assim, para incentivar este gesto tão importante para o desenvolvimento do bebê e para o vínculo entre mãe e filho, esclarecemos dez dúvidas muito comuns referentes à amamentação.

Mitos e verdades sobre amamentação

1. “Meu leite é fraco”.
MITO. Não existe leite fraco. O leite materno é o alimento ideal para o bebê, sendo recomendado até dois anos de vida ou mais, e de forma exclusiva até o 6º mês. Nenhuma fórmula industrializada é tão nutritiva quanto o leite da mãe, que tem todos os componentes necessários ao desenvolvimento do recém-nascido: água, gordura, vitaminas, açúcares, substâncias anti-inflamatórias, sais minerais, células-tronco, além da fortalecer o sistema imunológico da criança, como se fosse uma “vacina”, o que nenhuma fórmula faz.

2. Preciso dar os dois peitos a cada mamada.
MITO. O tempo de cada mamada não deve ser fixado. Nem sempre a criança estará com tanta fome e se satisfará com uma mama apenas. Ao contrário, às vezes irá pedir mais. O esvaziamento do peito pode variar de acordo com o intervalo entre as mamadas e o volume de leite armazenado na mama.

3. Amamentar protege a mãe contra câncer de ovário e de mama?
VERDADE. Segundo o American Institute for Cancer Research, a lactação induz um padrão hormonal associado a um período de amenorreia (ausência de menstruação), assim sendo, a mulher fica menos exposta a variações hormonais associadas a esses dois tipos de cânceres.

4. Ter ou colocar silicone impede de amamentar?
MITO. A cirurgia nos seios, quando feita de forma correta e desde que sejam preservadas as estruturas da mama, não impede a mulher de amamentar.

5. O uso de chupeta e mamadeira pelo bebê atrapalham a amamentação.
VERDADE. A sucção da mamada no peito trabalha a musculatura facial do bebê, o que auxilia na respiração e é imprescindível para o desenvolvimento da fala, anos mais tarde. Chupeta e mamadeira obrigam o bebê a colocar a língua para trás (e não para frente, como no caso do seio), não estimulando corretamente a sucção. Outro dano se refere à chamada “confusão de bicos”: com os objetos, a criança aprende o movimento mastigatório e repete isso no peito, o que impede a saída do leite.

6. Seios pequenos não produzem leite suficiente para o bebê.
MITO. O tamanho da mama não tem relação com a produção de leite. Tanto os seios grandes quanto os pequenos possuem capacidade de secretarem o mesmo volume de leite. E alimentar o bebê perfeitamente.

7. O bebê vai ficar mal acostumado se não tiver horários para mamar.
MITO. A orientação do Ministério da Saúde é a amamentação de livre demanda, ou seja: o bebê deve mamar sempre que desejar.

8. O leite materno congelado não tem os mesmo nutrientes.
MITO. O leite pode ser congelado por até 15 dias sem perder suas características e qualidades nutricionais, desde que armazenado adequadamente.

9. Se a mãe não tiver leite, o ideal é que o bebê mame em outra mulher.
MITO. O bebê deve ser amamentado apenas pela mãe. Se a mãe não consegue amamentar deve procurar orientação no banco de leite humano ou na Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa.

10. Quanto mais leite for tirado, mais será produzido.
VERDADE. Quanto mais se estimula as glândulas mamárias, mais elas produzirão leite. Grande parte da produção acontece no momento da mamada.

Alguns benefícios da amamentação para as mães:
– Reduz o peso mais rapidamente após o parto
– Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal
– Diminui o risco de hemorragias e anemias após o parto
– Reduz o risco de diabetes

Alguns benefícios da amamentação para as crianças:
– Considerado pela Organização Mundial da Saúde e pela Unicef como “a ação isolada mais eficaz para o combate à mortalidade infantil”, ajudaria a evitar a morte de 820 mil crianças por ano no mundo.
– Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aleitamento materno protege contra a obesidade infantil, sobretudo o aleitamento exclusivo nos primeiros seis meses de vida, que gera um risco 25% menor da criança vir a se tornar obesa.

Se você está amamentando e gostaria de tirar alguma dúvida, as consultoras de saúde filóo estão disponíveis 24 horas para orientar você. Entre em contato!

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Saúde da Mulher

Saúde da Mulher

Em 28 de maio comemora-se o Dia da Saúde da Mulher. Uma data internacional para enfatizar a importância de um olhar atento à saúde feminina em todos os seus ciclos de vida, da puberdade à pós-menopausa.

A ideia surgiu em 1987, uma proposta da Rede Latino-Americana e Caribenha de Saúde da Mulher (LACWHN) que, junto com a Rede Global Feminina pelos Direitos Reprodutivos (WGNRR) lançaram uma campanha global pela melhoria da saúde destas que desempenham papel crucial no apoio ao bem-estar social, físico e econômico de suas famílias: as mulheres.

Mas estas que cuidam de todos também precisam cuidar de si. Câncer de mama e no colo do útero, endometriose, infecção urinária, fibromialgia, depressão, diabetes, hipertensão e obesidade estão entre as principais doenças femininas que, quando detectadas e tratadas precocemente, geram mais qualidade de vida e redução de mortes.

Exames preventivos

Sob a orientação da Dra. Bianca Zulli, ginecologista e obstetra da filóo, listamos os exames preventivos de rotina que devem estar sempre em dia na agenda de quem ama cuidar e se cuidar:

Papanicolau – PARA QUE: Prevenir câncer de colo de útero. O QUE: Exame citopatológico, detecta lesões e diagnostica o câncer do colo do útero antes dos sintomas, aumentando as chances de cura. QUEM DEVE FAZER: Mulheres a partir de 25 anos ou que já tiveram atividade sexual.

Mamografia – PARA QUE: Diagnóstico precoce do câncer de mama. O QUE: Exame por imagem que detecta células anormais na mama. QUEM DEVE FAZER: Mulheres a partir de 40 anos e, se tiver histórico familiar de parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com a doença, a partir de dez anos antes da data que a parente teve câncer (exemplo, se teve aos 45 anos, fazer com 35 anos).

Ultrassom de mama – PARA QUE: Detecta alterações mamárias como nódulos, cistos, secreções nos mamilos, espessamento do tecido mamário, entre outras. O QUE: Feito com aparelho ultrassom. QUEM DEVE FAZER: Para mulheres sem histórico de problema mamário, uma vez por ano a partir dos 25 anos. Após os 40 anos, indicado após a mamografia para complementação de avaliação.

Ultrassom transvaginal – PARA QUE: Avaliar a situação do útero e dos ovários. O QUE: Exame feito com uma sonda envolta em preservativo, diagnostica doenças como endometriose, pólipos endometriais, miomas, tumores e, em caso de gestação, indica gravidez nas trompas ou fora do útero e o desenvolvimento do embrião. QUEM DEVE FAZER: Toda mulher que já iniciou atividade sexual (é contraindicada para pacientes virgens) e gestantes.

Densitometria óssea – PARA QUE: Detectar precocemente a osteoporose e a osteopenia. O QUE: Exame radiológico por imagem. QUEM DEVE FAZER: Mulheres a partir de 65 anos, com deficiência estrogênica com menos de 45 anos e na peri e pós-menopausa com fatores de risco. “Entrou na menopausa, aumenta o risco de osteoporose”, alerta a Dra. Bianca Zulli.

– Triglicerídeos: PARA QUE: Mede a concentração de triglicérides, um tipo de gordura, no sangue. O QUE: Exame de sangue (hemograma), detecta a hipertrigliceridermia (assintomática), que pode ser fator de risco cardiovascular, problemas de tireoide, diabetes, doença renal ou hepática. QUEM DEVE FAZER: A partir dos 20 anos, deve-se fazer este exame a cada cinco anos.
– Colesterol total e frações: PARA QUE: Medir o colesterol. O QUE: Hemograma, detecta o risco de enfarto ou AVC. QUEM DEVE FAZER: Mulheres a partir dos 30 anos, ou em qualquer idade e tempo, se houver fatores de risco e histórico familiar de colesterol alto.

– Glicemia: PARA QUE: Diagnosticar diabetes. O QUE: Hemograma, mede o nível de açúcar no sangue. QUEM DEVE FAZER: Mulheres acima de 45 anos, a cada 3 anos, ou em qualquer idade e tempo, se houver fatores de risco para a doença.

– Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e sorologia: PARA QUE: Diagnosticar HIV/Aids, sífilis, clamídia, herpes genital, hepatite B. O QUE: Hemogramas. QUEM DEVE FAZER: Toda mulher que já iniciou atividade sexual.

– Creatinina: PARA QUE: Avaliar a função dos rins e diagnosticar possíveis doenças renais. O QUE: Hemograma ou exame de urina. QUEM DEVE FAZER: Sempre que pedido pelo médico, para avaliar a capacidade de filtração renal.

– TGO e TGP (enzimas): PARA QUE: Avaliar a função hepática (fígado). O QUE: Exame de sangue, identifica doenças do sistema hepatobiliar e do pâncreas, alerta para infarto de miocárdio e miopatias. QUEM DEVE FAZER: Sempre que pedido pelo médico.

– Exame de urina: PARA QUE: Diagnóstico de doença renal, diabetes mellitus, hipertensão arterial, doença hepática, gonorreia, infecção urinária, entre outros. O QUE: Coleta de urina para análise em laboratório. QUEM DEVE FAZER: Exame de rotina anual.

Além dos exames regulares, adotar hábitos saudáveis de alimentação e praticar atividades físicas são fundamentais para proteger a saúde. Invista em você. Se cuidar faz bem.

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